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  "textContent": "\nPrimeiro veículo elétrico lançado pela Ferrari em toda sua história, a Luce trouxe — além de muita polêmica por conta do design — um currículo recheado de inovações tecnológicas. Uma das principais é a arquitetura elétrica de 800 volts com chassi e compartimento da bateria construídos para serem permanentes. Dessa forma, explica a marca, as células podem ser substituídas continuamente e a bateria, na prática, acaba tendo vida útil infinita. Ao site CarExpert, a Ferrari explicou que conjunto permite futuras substituições porque os módulos ficam dispostos em uma grade dentro da estrutura — e não são fixos, como em outras fabricantes. Assim, mesmo que as células atuais deixem de ser produzidas daqui a 20 anos, a Luce poderá ser atualizada com qualquer tecnologia de bateria disponível no futuro. “O chassi, o carro e o compartimento da bateria são para sempre”, disse Elena Ligabue, chefe de desenvolvimento de baterias da Ferrari. “O que podemos fazer é substituir a tecnologia interna por algo novo no futuro. É por isso que não há uma grade fixa dentro do compartimento. Criamos a grade com os módulos.” Ferrari Luce adota lanternas em LED com formato redondo em fundo preto Divulgação A Ferrari afirma que a bateria da Luce utiliza células tipo bolsa com densidade energética gravimétrica de cerca de 305 Wh/kg. Todas são conectadas em série e agrupadas em módulos, com cada par compartilhando uma placa que controla tanto o resfriamento quanto a expansão que ocorre durante os ciclos de carga e descarga da bateria. + Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte A bateria é integrada ao assoalho, rebaixando o centro de gravidade em 80 mm na comparação com um modelo de combustão equivalente. A capacidade é de 122 kWh, com suporte de carregamento ultrarrápido de até 350 kW. A autonomia gira em torno de 530 km no padrão WLTP. Ferrari Luce tem estilo e proporções diferentes de qualquer outro veículo da marca Divulgação Design gerou polêmica O primeiro elétrico da lendária marca italiana tem nome que significa “luz” ou \"iluminação” e chega ao mercado para inaugurar uma nova era dentro da empresa. O conjunto é formado por dois propulsores no eixo dianteiro, entregando 286 cv, e mais dois no eixo traseiro, produzindo 843 cv. No modo boost, a potência total combinada alcança 1.050 cv. Com essa configuração, a Ferrari Luce promete aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e uma velocidade máxima de 310 km/h. Painel da Ferrari Luce foi projetado pelo ex-designer da Apple Divulgação Apesar de toda a capacidade do conjunto elétrico, a Luce não foi poupada de críticas por conta do design. Até o ex-presidente da Ferrari, Luca Cordero di Montezemolo, teceu falas pouco amigáveis contra o modelo. “Se eu dissesse o que penso, estaria magoando a Ferrari. Estamos correndo o risco de destruir uma lenda. Espero que pelo menos retirem o cavalo rampante daquele carro.” comentou. Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital. Mais Lidas",
  "title": "Ferrari Luce: polêmico elétrico tem bateria feita para durar para sempre"
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