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  "textContent": "\nNem todo mundo se lembra, mas já houve um Chevrolet Sonic no Brasil: com passagem discreta, uma família compacta composta por hatch e sedã chegou em 2012 e saiu de linha já em 2014, sem deixar saudades. Agora, em uma jogada estratégica, a General Motors resgata o nome para batizar seu mais novo SUV de entrada derivado do Onix. O modelo chega com uma missão clara: fisgar o consumidor que busca o porte de um utilitário, mas não quer gastar o que a marca cobra pelo Tracker. Na prática, faz a ponte clara que faltava entre os modelos no portfólio da GM. Mas será que a novidade vale a vaga na garagem? É o que vamos descobrir agora. Aliás, o carro das fotos e do vídeo foi gentilmente cedido pela concessionária Chevrolet Viamar. O evento de test-drive para a imprensa automotiva só será realizado na última semana de maio, mesmo com o carro já nas lojas. Falando em lojas, o Sonic chegou à rede com preços promocionais de lançamento, custando R$ 129.990 na versão Premier e R$ 135.990 na RS, com apelo mais esportivo. No entanto, a condição terá um prazo de validade, ainda que a marca não tenha divulgado o período. No configurador oficial, os valores de tabela já aparecem com o reajuste de R$ 5 mil, posicionado o SUV em R$ 134.990 (Premier) e R$ 140.990 (RS). Apesar disso, a Chevrolet confirmou recentemente que a promoção segue valendo nas concessionárias. Chevrolet Sonic 2027 é rival de Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera Renato Durães/Autoesporte Essa régua de preços o coloca como rival das configurações mais caras dos principais competidores da categoria no mercado brasileiro: Fiat Pulse (R$ 115.990 a R$ 162.490), Renault Kardian (R$ 113.690 a R$ 149.990) e Volkswagen Tera (R$ 107.190 a R$ 146.190). Como é o Chevrolet Sonic 2027? Para lançar esse carro inédito no mercado, a GM utilizou uma estratégia parecida com a da Volkswagen com o Nivus (derivado do Polo), e da Fiat com o Pulse (nascido do Argo). Portanto, o Sonic herda componentes estruturais do Onix, reduzindo custos de produção, incluindo o aproveitamento das portas laterais dianteiras e traseiras, além de praticamente toda a cabine. Chevrolet Sonic RS 2027 tem detalhes escurecidos na carroceria e na cabine Renato Durães/Autoesporte + Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte Visualmente, o Sonic remete a outros modelos da marca. A dianteira traz faróis de LEDs divididos em dois níveis e a grade em formato de colmeia que se estende até o para-choque, conversando com a identidade visual do Tracker. E apesar de a marca afirmar que o Sonic é um SUV cupê, como Nivus e Fiat Fastback, seu design quadrado e linhas retas indicam o contrário. Nesse caso, o marketing parece ter ganhado da engenharia. Chevrolet Sonic RS 2027 traz lanternas interligadas com filete iluminado Renato Durães/Autoesporte Apesar de não ter nada de surpreendente, é um carro bonito, ainda mais na traseira com as lanternas interligadas por uma barra luminosa de LED — um arranjo inédito na gama nacional da Chevrolet, que remete a modelos mais caros da fabricante, como o Blazer EV. A tampa do porta-malas e as colunas C, vale reforçar, são diferentes em relação ao Onix. Na versão avaliada RS, o teto pintado em preto brilhante, as rodas de liga leve de 17 polegadas escurecidas e um proeminente spoiler traseiro completam o visual mais apimentado. Chevrolet Sonic RS 2027 Chevrolet Sonic 2027: dimensões e espaço O espaço realmente não é o ponto forte do Sonic e a matemática explica o porquê. O SUV compacto tem 4,23 metros de comprimento, que o torna 14 centímetros maior que o Fiat Pulse, por exemplo. Dentro do ecossistema da própria GM , ele é 7 cm mais longo que o Onix e apenas 4 cm menor que o Tracker. Chevrolet Sonic RS 2027 tem cintos vermelhos na versão RS, com apelo mais esportivo Renato Durães/Autoesporte O gargalo está no entre-eixos: o modelo herdou os mesmos 2,55 metros do hatch, medida curta quando pensamos em um SUV compacto que chega ao mercado depois de muitos outros rivais. Para efeito de comparação, o Volkswagen Tera tem 2,56 m e o Renault Kardian entrega 2,60 m. Então, o Sonic só supera o Pulse neste quesito, que tem 2,53 m. Dimensões: Chevrolet Sonic x rivais Na prática, esse tamanho garante um espaço honesto para os ocupantes de estatura média ou baixa. No meu caso, com 1,60 m de altura, fico confortável, mas passageiros mais altos (acima de 1,80 m) notarão o espaço para as pernas reduzido. Outro complicador é o túnel central elevado, que rouba o espaço para os pés de um terceiro passageiro e torna a viagem mais apertada. Ao menos o Sonic oferece duas portas USB, ainda que sejam do tipo A e não C. Mas, confesso que pela faixa de preço, as saídas de ar-condicionado seriam mais bem-vindas. Chevrolet Sonic RS 2027 é equipado com rodas de 17 polegadas Renato Durães/Autoesporte Chevrolet Sonic: compare preço e equipamentos com Pulse, Tera e Kardian Fiat Fastback Limited: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem Teste: Renault Kardian 2026 resolve maior alvo de críticas; vale o preço? Se o entre-eixos sacrificou o espaço para as pernas, o ganho no comprimento total foi integralmente revertido para o porta-malas. São impressionantes 392 litros de capacidade no padrão estrito VDA. O volume supera com folga os rivais diretos de entrada — o Kardian, até então era o maior com 358 litros (34 litros a menos que o modelo da Chevrolet). O compartimento da GM só fica atrás de modelos de porte superior e silhueta cupê, como o Volkswagen Nivus (415 l) e o Fiat Fastback (516 l). Chevrolet Sonic RS 2027 tem 392 litros de capacidade no porta-malas Renato Durães/Autoesporte Cabine e equipamentos do Chevrolet Sonic 2027 Se por fora o Sonic tenta se distanciar do Onix, por dentro o parentesco fica evidente no desenho do volante, painel e console central. O acabamento abusa de plásticos rígidos, embora a Chevrolet tenha elevado o refinamento aplicando porções de material macio ao toque. Faltou, contudo, um trabalho mais caprichado na textura dos plásticos para distanciar o modelo do irmão de entrada. Initial plugin text Para compensar, os bancos receberam uma dose extra de espuma herdada diretamente do Tracker, melhorando a ergonomia e o conforto. Um detalhe que pode incomodar são os apoios de cabeça integrados aos bancos (estilo inteiriço), que limitam sutilmente o ajuste ideal de posição para alguns motoristas. Chevrolet Sonic RS 2027 tem detalhes herdados do Onix na cabine Renato Durães/Autoesporte O grande chamariz da cabine é o cockpit digital, presente nos carros mais novos da Chevrolet. O conjunto traz o painel de instrumentos configurável de 8 polegadas e a central multimídia MyLink de 11\". O sistema se destaca pela interface intuitiva, respostas rápidas, espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto feito em poucos segundos, além do roteamento de Wi-Fi nativo. Initial plugin text A lista de equipamentos de série é generosa nas duas versões: inclui chave presencial com partida por botão, carregador de celular por indução, ar-condicionado digital automático, sensores de estacionamento e seis airbags. No quesito segurança ativa, desde a versão Premier há assistente de permanência em faixa, alerta de ponto cego e alerta de colisão frontal. O deslize fica por conta da câmera de ré, que exibe uma resolução de qualidade inferior ao esperado. Chevrolet Sonic RS 2027 traz bancos com dose extra de espuma no estofado Renato Durães/Autoesporte A configuração RS acrescenta frenagem autônoma de emergência, sensores de estacionamento dianteiros, farol alto automático e o sistema de estacionamento semiautônomo (Park Assist), que opera a direção de forma autônoma em vagas paralelas. Na comparação com os rivais, o Sonic fica devendo no controle de cruzeiro adaptativo (ACC). O item faz parte do pacote Adas e atua para ajustar automaticamente a velocidade para manter uma distância segura do carro à frente. Na concorrência, é oferecido no Kardian e no Tera. Chevrolet Sonic 2027: motor e correia Sob o capô, o Sonic adota uma receita amplamente conhecida no mercado brasileiro, mas com uma especificação técnica superior à do Onix. O motor 1.0 turbo flex de três cilindros traz o sistema de injeção direta de combustível vindo do Tracker — abandonando a injeção multiponto do hatch. São 115 cv de potência máxima e 18,9 kgfm de torque, acoplado ao câmbio automático de seis marchas. Chevrolet Sonic RS 2027 é equipado com o mesmo motor 1.0 turbo do Tracker Renato Durães/Autoesporte Antes de girar a chave, vale abordar o ponto mais polêmico desse trem de força: a correia dentada banhada a óleo que, sim, está presente no Sonic. Para afastar os fantasmas de problemas de durabilidade e falhas de lubrificação que assombraram a marca anteriormente, a Chevrolet modificou a composição do composto em borracha, adicionando uma camada de Teflon para aumentar a resistência química ao atrito com o lubrificante. Desempenho: Chevrolet Sonic x rivais A engenharia também revisou a especificação do óleo exigido no manual, reforçando o uso do tipo previsto pela marca. A GM ainda passou a oferecer 15 anos de garantia para o item (desde que as revisões sigam rigorosamente o plano da fábrica), além de estender a garantia total do veículo para 5 anos. Como é dirigir o Chevrolet Sonic 2027? Os números mostram que o Sonic é o modelo com a menor potência do segmento de entrada — ficando atrás dos 116 cv do Volkswagen Tera (1.0 170 TSI), dos 125 cv do Renault Kardian e dos 130 cv do Fiat Pulse (1.0 Turbo 200). Chevrolet Sonic RS 2027 é o SUV menos potente da categoria dos compactos Renato Durães/Autoesporte A Chevrolet, contudo, diz que o Sonic passou por uma calibração específica no conjunto mecânico. Apesar de não especificar o que mudou, o resultado sentido neste primeiro contato com o Sonic é de que o SUV trabalha bem na entrega de torque em baixas rotações. As arrancadas e respostas são boas, tornando-o ágil no trânsito urbano. Porém, de fato, existe um atraso nas respostas assim que você pisa no pedal do acelerador para sair da imobilidade. Autoesporte teve a oportunidade de dirigir o SUV, gentilmente cedido pela concessionária Viamar. Por essa razão, avaliamos o modelo exclusivamente na cidade. A fabricante, contudo, indica uma aceleração de 0 a 100 km/h na casa dos 10 segundos, número que será verificado em breve em nosso teste completo com instrumentação de pista. Algo curioso é que o Pulse, que tem um conjunto mais potente, tem o dado declarado em 9,4 segundos. Chevrolet Sonic 2027 está disponível em duas versões de acabamento, sendo que a RS é a topo de linha Renato Durães/Autoesporte A dinâmica se beneficia de um rearranjo na carga dos amortecedores, já que a suspensão no todo também foi recalibrada. Diferente do Onix, que costuma apresentar respostas secas, o Sonic filtra as imperfeições do solo com maior suavidade. A suspensão permanece firme, em contrapartida, garantindo estabilidade nas curvas. O ponto negativo diante dos rivais Tera e Kardian fica por conta dos freios a tambor na traseira, uma característica compartilhada apenas com o Pulse. Em contrapartida, o vão livre em relação ao solo de 20 centímetros ajuda na hora de passar por valetas e lombadas — no Tracker são 15 cm, enquanto no Onix são 12 cm. Chevrolet Sonic 2027 traz o novo logo da marca na dianteira Renato Durães/Autoesporte O consumo homologado pelo Inmetro é de 12 km/l no ciclo urbano e 14,1 km/l no rodoviário com gasolina. Com etanol no tanque, as médias caem para 8,4 km/l e 10,4 km/l, respectivamente. Os números superam os registros do próprio Tracker e colocam o Sonic em igualdade técnica direta com as médias obtidas pela concorrência. Conclusão: Chevrolet Sonic 2027 Chevrolet Sonic 2027 divide o mesmo entre-eixos de 2,55 metros do Onix Renato Durães/Autoesporte Inicialmente, o Chevrolet Sonic estreia no mercado nacional com uma estratégia bem definida. O SUV utiliza design moderno, conectividade e bom volume de porta-malas para rivalizar com oponentes já estabelecidos na categoria dos compactos. Mas, quem busca desempenho e espaço interno, não vai se interessar em ter o utilitário na garagem de casa. Resta saber se o novo plano para conter as questões da correia banhada a óleo serão bem sucedidos para abrir espaço contra os rivais. Chevrolet Sonic - Prós e contras Pontos positivos: porta-malas maior que o dos rivais diretos, lista de equipamentos recheada e dinâmica da suspensão; Pontos negativos: espaço traseiro limitado pelo entre-eixos herdado do Onix, acabamento e desempenho. Chevrolet Sonic RS 2027 - Ficha técnica Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital. Mais Lidas",
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