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  "textContent": "\nRodar com um carro elétrico alguns anos atrás parecia algo desafiador, principalmente quando se falava em viagens. Mas, em 2026, esse tipo de tecnologia já se popularizou no país e a rede de recarga, pelo menos nas grandes cidades, também cresceu. É inegável que a BYD foi uma das grandes responsáveis pela popularização dos modelos elétricos por aqui, com a dupla Dolphin e Dolphin Mini, mas outras marcas também avançaram, como é o caso do Geely EX2. O Geely EX2 chegou ao mercado brasileiro no final de 2025, aproveitando o caminho aberto no segmento justamente por Dolphin e Dolphin Mini, seus dois principais rivais. Em poucos meses o modelo se popularizou, impulsionado pela participação no BBB 2026 e pelos seus atributos. O sucesso desde o lançamento foi grande e a demanda ficou acima do esperado pela marca, criando até fila de espera e incentivando a Geely a mudar seus planos e decidir produzir o modelo no Brasil. Atualmente ele é vendido na versão Max, topo de linha que foi avaliada, por R$ 136.800, e também na configuração de entrada, Pro, por R$ 123.800. Autoesporte passou 15 dias com o modelo elétrico para entender mais sobre o uso diário do EX2. Começo falando de um ponto positivo e importante, o espaço interno do hatch elétrico, que é bom graças aos 2,65 metros de entre-eixos. Essa medida é igual à de alguns SUVs o mercado como Volkswagen T-Cross, GAC GS3 e a nova geração do Honda WR-V. As demais dimensões são: 4,13 m de comprimento, 1,80 m de altura e 1,58 m. Outro ponto que me agradou bastante foi o porta-malas. São 375 litros de capacidade, espaço que permite acomodar malas médias e até grandes sem sofrimento para viajar, ou até uma compra grande de supermercado. Mais uma vez, vou comparar a litragem com alguns SUVs compactos a combustã: o Volkswagen T-Cross tem os mesmos 375 l e o Jeep Renegade, 320 l. Porta-malas do Geely EX2 Max 2026 perde um pouco de espaço nas laterais, por conta das caixas de roda, mas ainda entrega boa capacidade Renato Durães/Autoesporte A maior vantagem do EX2, porém, é que o espaço para acomodar bagagens não acaba no porta-malas. A Geely incluiu no projeto um compartimento extra na dianteira, que oferece mais 70 litros. É um espaço ideal para guardar compras menores ou mochilas pequenas, e só é possível graças ao motor elétrico montado sobre o eixo traseiro, o que amplia muito o espaço sob o capô. + Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte. Espaço para bagagem na dianteira ampliada a capacidade de armazenamento do Geely EX2 Max 2026 Renato Durães/Autoesporte Falando no motor elétrico traseiro, o do Geely EX2 rende 116 cv de potência e 15,4 kgfm de torque, com transmissão direta de torque para o diferencial traseiro. Esse conjunto é muito mais potente que o o do BYD Dolphin Mini, de 75 cv e 13,7 kgfm, e também fica acima dos 95 cv do Dolphin de entrada, embora este tenha um torque maior, de 18,3 kgfm. Dirigindo o Geely EX2 na cidade, o elétrico entregou arrancadas rápidas em faróis e agilidade para ultrapassagens, cenário que melhora caso você use o modo de condução Sport. O modelo ainda oferece os modos Comfort e Eco, sendo o primeiro o mais indicado para uso no dia a dia, já que o segundo torna as respostas bem mais lentas. Geely EX2 Max 2026 tem rodas de liga leve de 16 polegadas Renato Durães/Autoesporte No Brasil a Geely é parceria da Renault e o EX2 passou por uma tropicalização antes de começar a ser vendido. Isso resultou em um ajuste de suspensão exclusivo para o mercado brasileiro, com sistema McPherson na dianteira e uma surpreendente arquitetura multilink na traseira, algo pouco usual para um veículo de menos de R$ 140 mil. O conjunto vai bem na hora de passar por buracos, valetas e lombadas, sem afetar o conforto dos ocupantes, mas poderia ser um pouco mais firme. Os 16 cm de vão livre em relação ao solo são honestos para um hatch e ajudam a não raspar a parte inferior da carroceria no dia a dia. Initial plugin text Nos testes de consumo de Autoesporte, sempre com ar ligado, o Geely EX2 marcou 10,8 km/kWh de consumo na cidade e 6,8 km/kWh na estrada. Levando em consideração a bateria de 39,4 kWh, projetamos uma autonomia urbana total de 425 km e uma autonomia rodoviária de 267 km. No Inmetro, o elétrico está homologado com 289 km, mas a Geely fala em até 410 km. Aproveitei os dias com o Geely EX2 para ir até Sorocaba (SP) e constatar a autonomia na prática. Saí de casa com a bateria praticamente cheia e o painel indicando 401 km de alcance. No trajeto de 91 km até o interior de São Paulo, com ar desligado e velocidade média de 100 km/h, cheguei no meu destino com 305 km de autonomia, mostrando que a autonomia projetada no quadro de instrumentos é muito fidedigna. Geely EX2 Max 2026 tem entradas de ar posicionadas na parte inferior do para-choque Renato Durães/Autoesporte Na hora de voltar para casa, o cenário mudou completamente. A temperatura passava dos 30º e eu precisei usar o ar-condicionado em todo o trajeto de volta. A velocidade média também subiu, para 120 km/h. Nessas condições, o consumo da bateria foi bem maior: caiu de 305 km projetados no painel para 155 km após outros 91 km rodados. Em rodovia, cheguei à conclusão de que o ideal é rodar sem pressa e, se possível, sem o ar. A direção elétrica se mostrou direta e firme na medida certa a velocidades mais altas, e a suspensão cumpriu seu papel ao passar por junções de pista ou fazer curvas mais velozes. O nível de estabilidade e o isolamento acústico também me agradaram para um carro nesta faixa de preço. Por ser um hach compacto, o EX2 também facilita a vida na hora de estacionar, missão que fica ainda mais fácil com o sistema de câmeras em 540°, de ótima resolução. Geely EX2 Max 2026 é bem mais potente que seu principal concorrente, o BYD Dolphin Mini Renato Durães/Autoesporte Na estrada, o hatch elétrico também se mostrou ágil e com boas respostas na hora das ultrapassagens e saídas de pedágio, ainda que sua velocidade máxima seja de 140 km/h. Em nossos testes, realizados no Rota 127 Campo de Provas, o modelo levou 9,7 s para atingir de 0 a 100 km/h, número bem melhor que os 11,6 s do BYD Dolphin GS, seu principal concorrente. Relembre o comparativo que já fizemos entre os dois: Comparativo: Geely EX2 Max é mais barato, mas supera o BYD Dolphin GS? Os números de retomada do hatch da Geely também são satisfatório, com destaque para os 3,7 s para ir de 40 km/h até 80 km/h, o que demonstra as vantagens do torque elétrico instantâneo e permite um ótimo desempenho em reacelerações na cidade. Nas frenagens, ainda que o Geely EX2 tenha um pedal sensível e com curso mais longo no primeiro estágio, apresentou números ok nos testes de frenagem: 26,1 m na prova de 80 km/h a 0 e 14,9 m para frear de 60 km/h até a imobilidade. Já na frenagem de 100 a 0 km/h, os freios sentiram mais a fadiga e apresentaram 40,9 m, mais do que os 40,4 m do EX5 EM-i, um híbrido quase 550 kg mais pesado. Geely EX2 Max 2026 tem antena do tipo tubarão Renato Durães/Autoesporte A recarga lenta do Geely EX2, em carregadores de corrente alternada (AC), ocorre a até 6,6 kW. Já a do tipo rápido, em corrente contínua (DC), pode chegar a 70 kW. Isso significa que é possível recuperar a bateria entre 30% e 80% em 21 minutos. Considerando o preço médio de R$ 2 por kWh em eletropostos privados, e custo médio de R$ 0,80 por kWh para uso doméstico de energia elétrica no estado de São Paulo, o custo médio para recarregar o Geely EX2 em carregadores públicos é de R$ 78,80, caindo para apenas R$ 31,52 caso o proprietário instale um wallbox em casa. É muito menos do que se gastaria com qualquer carro a combustão. Geely EX2 Max 2026 tem interior ergonômico, mas sem botões físicos no painel Renato Durães/Autoesporte E por dentro? Logo de cara, o Geely EX2 Max mostra conservar um dos grandes trunfos de todo carro chinês, que é o bom acabamento. Sim, o compacto elétrico traz elementos de plástico duro no painel central e forrações das portas, mais do que se vê em modelos da BYD, mas também traz materiais sensíveis ao toque e tem uma boa montagem das peças. E, claro, há as excentricidades chinesas, como um desenho luminoso no painel que simula uma cidade iluminada à noite e funciona como luz ambiente interna. É até legal, mas um pouco cansativo. Quadro de instrumentos do Geely EX2 Max 2026 é digital, mas não é configurável Renato Durães/Autoesporte Outro ponto positivo é o sistema de partida sem precisar de botão. Basta entrar no carro com a chave presencial, pisar no freio e mudar a alavanca de câmbio do P para ou D ou o R, e depois sair com o carro. Ao parar, basta posicionar a alavanca no P, desembarcar e se afastar com a chave, que ele desliga e tranca as portas automaticamente. A central multimídia de 14,6 polegadas fica bem posicionada, de modo destacado no painel, com ótima resolução de tela e sistema operacional fácil de usar. Desde março de 2026, a Geely corrigiu uma das maiores falhas do EX2 e passou a oferecer projeção para smartphones via Android Auto ou Apple CarPlay. Initial plugin text Porém, nem tudo foi resolvido e preciso dizer que o espelhamento só funciona por cabo e apenas na entrada USB-A, uma vez que a entrada USB-C, compatível com a grande maioria dos celulares mais modernos e também presente no console, só funciona como carregador. Para mim, é o vacilo mais imperdoável do modelo. O quadro de instrumentos digital é de 8,1 polegadas e também fica bem posicionado, mas as informações que aparecem na tela não são configuráveis, o que tira o sentido de ter um cluster digital. O volante até traz alguns comandos multifuncionais, mas pelo menos eu não consegui fazer nenhum ajuste no painel a partir deles. Outro pênalti. Bancos do Geely EX2 Max 2026 têm revestimento que simula couro Renato Durães/Autoesporte Na versão topo de linha, que avaliamos, o Geely EX2 tem bancos revestidos de couro sintético e o do motorista tem regulagem elétrica. Esse item, junto com a regulagem de altura do volante, permite encontrar uma boa posição para dirigir, tanto para pessoas mais altas quanto para as mais baixas. Além dos itens de série citados no texto, o Geely EX2 Max tem sistema de som com seis alto-falantes, carregador de celular por indução, aplicativo para monitoramento e acionamento remoto do veículo, farol alto com controle inteligente, alerta de mudança de faixa, controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem automática de emergência e luz ambiente interna com 256 cores. Espaço traseiro do Geely EX2 Max 2026 é bom para até dois ocupantes Renato Durães/Autoesporte Vale lembrar que quem compra um carro elétrico tem direito a alguns benefícios que vão além da redução nos gastos com combustível. Em shoppings e mercados é possível encontrar vagas exclusivas para recarga; na cidade de São Paulo, esse tipo de veículo é isento do rodízio municipal e, em muitos outros estados e municípios, recebe desconto de IPVA. Depois de tudo que contei para vocês até agora, acredito que a receita usada pela Geely no EX2 atende bem quem deseja comprar o seu primeiro carro elétrico, ainda que escorregue em conectividade, ponto em que os chineses costumam ir bem. Comparativo: BYD Dolphin Mini ou Geely EX2, qual é melhor por R$ 120 mil? A autonomia é ótima para uso urbano e decente em ambiente rodoviário, permitindo fazer viagens curtas e médias sem recarregar. A lista de equipamentos é interessante e o preço, competitivo. Além disso, o Geely EX2 Max tem um visual harmonioso e bem acertado, sem exageros. Na opinião deste repórter, ele é mais bonito que o dos rivais. Pontos positivos: pacote de equipamentos recheado, espaço interno, porta-malas e compartimento para bagagens na dianteira. Pontos negativos: espelhamento para smartphones apenas via cabo USB, quadro de instrumentos sem opção de configurar as informações e pedal do freio sensível e de curso longo. 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