{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreifbhhl5g2zioy5uhztyhbe2l7jnwto4hygocdgk2g3boe4apyfqju",
"uri": "at://did:plc:6ww2l5bomoz3ru6qokdg3tka/app.bsky.feed.post/3mjg5w2tmz5w2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreiejmpyndpf4elogcma2z2gvildwbetvo2ahnfowkgfmueoo6sr2w4"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 556001
},
"path": "/carros/testes-de-carros/review/2026/04/teste-novo-volkswagen-tiguan-r-line-2027.ghtml",
"publishedAt": "2026-04-13T14:00:42.000Z",
"site": "https://autoesporte.globo.com",
"tags": [
"autoesporte"
],
"textContent": "\nArroz com feijão, a base da dieta brasileira, é uma combinação que dá certo desde meados do século XVIII. Embora outros sabores tenham chegado como fruto da globalização, o brasileiro se acostumou com esta receita — e se deu certo, para que mudar? É nisso que o Volkswagen Tiguan R-Line 2027, que chega ao país por R$ 299.990, aposta neste retorno, agora em sua terceira geração. É um patamar próximo ao de concorrentes como GWM Haval H6 PHEV34 (R$ 288.000), BYD Song Plus Premium (R$ 299.800), Caoa Chery Tiggo 8 PHEV (269.990) e GAC Hyptec HT Elite (R$ 299.990). Estes têm o tempero oriental da eletrificação, pois são oferecidos com conjuntos mecânicos plug-in (PHEV) — algo que a Volkswagen já prometeu, mas ainda não cumpriu. Mas quem disse que arroz com feijão precisa ser básico? O novo Volkswagen Tiguan R-Line 2027 mostra que, para disputar em alto nível com uma proposta simples, não se pode dar o luxo de errar a receita. Por isso, apesar de não ter eletrificação, aposta na força do mesmo motor 2.0 turbo a gasolina do Audi A5, com 272 cv, e tração integral. Será que vai dar certo? Novo GWM Haval H6 2026 resolve falha mais grave e provamos na pista Especial híbridos: BYD Song Plus Premium tem potência e autonomia de sobra Teste: GAC Hyptec HT entrega luxo e cobra R$ 50 mil por item inusitado A começar pelo novo visual, o mais agressivo que o Tiguan já teve em seus quase 20 anos de história: os faróis de LED são interligados por uma grade luminosa, assim como as lanternas traseiras, que receberam um filete. Nos dois casos, o logotipo da Volkswagen acende: branco na região frontal; vermelho na parte traseira. As rodas, calçadas por pneus 255/45 R19, incorporam o desenho de uma “estrela ninja”, mesclando acabamento preto e aço escovado. Jogo de luzes de LED do Volkswagen Tiguan 2027 ficou muito bonito durante a noite Cauê Lira/Autoesporte Com as mudanças, o Tiguan, que sempre foi um carro chamativo, tem tudo para atrair ainda mais atenção. O jogo de luzes ficou muito bonito, especialmente durante a noite, quando os LEDs compõem um aspecto muito interessante. Aos que diziam que a Volkswagen andava careta no design, eis uma resposta assertiva. E o melhor: sem perder a essência da identidade visual da marca. Volkswagen Tiguan 2027: dimensões, porta-malas e equipamentos Volkswagen Tiguan 2027 cresceu em algumas proporções e diminuiu em outras Cauê Lira/Autoesporte Em comparação com a geração anterior, o novo Volkswagen Tiguan 2027 tem as seguintes dimensões: 4,70 metros de comprimento (-3 cm), 1,87 m de largura (+3 cm), 1,69 m de altura (+3 cm) e os mesmos 2,79 m de distância entre-eixos. Com 1,85 m de altura, me acomodei bem no banco traseiro, mantendo cerca de um palmo entre os meus joelhos e o assento frontal. Mas há dois poréns... Túnel central do Volkswagen Tiguan 2027 é alto e rouba espaço dos pés Cauê Lira/Autoesporte O primeiro é que, por conta da tração integral, o túnel central é intrusivo e alto, roubando espaço que poderia ser aproveitado para acomodar os pés dos passageiros. Neste aspecto, os híbridos BYD Song Plus e GWM Haval H6 têm o assoalho totalmente plano, o que melhora a sensação de amplitude. O segundo é que, na nova geração, o Tiguan volta a ser um SUV médio de cinco lugares. Pelo menos por ora, não há mais configuração para sete ocupantes. Porta-malas do Volkswagen Tiguan 2027 foi afetado por conta do alçapão para o estepe Cauê Lira/Autoesporte Outro aspecto que poderia ser melhor é o espaço do porta-malas, com modestos 423 litros de volume. Ao abrir o compartimento — que tem tampa elétrica — nota-se que a Volkswagen precisou instalar uma caixa que forma um alçapão para o estepe temporário, diminuindo a capacidade de carga do Tiguan. No BYD Song Plus, são 574 litros. No H6, 560 litros. Por outro lado, os dois chineses trazem kit de reparo emergencial no lugar do estepe. Aí vai do gosto e da preferência do freguês... A cabine do Volkswagen Tiguan 2027 Painel do Volkswagen Tiguan 2027 é bem montado e esbanja sofisticação Cauê Lira/Autoesporte Já a parte frontal da cabine faz os olhos brilharem. Aqui o Tiguan traz o tempero alemão da Audi para condimentar sua montagem, mesclando borracha, couro sintético de excelente qualidade (preto e marrom), costuras aparentes e até madeira. A textura lembra um piso laminado, pois é possível sentir suas fibras nas pontas dos dedos. Este bom acabamento acompanha as portas dianteiras, mas não as traseiras, onde o soft-touch emborrachado dá lugar ao plástico duro. + Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte. Central multimídia de 15'' mostra que o Volkswagen Tiguan 2027 evoluiu e quer competir com os chineses Cauê Lira/Autoesporte Quanto ao nível de tecnologia, a evolução é digna de espantar até os donos de carros chineses. A começar pela central multimídia de 15 polegadas, que tem excelente resolução e um layout intuitivo, com pareamento sem fio por Android Auto e Apple CarPlay. Na pegada chinesa, o Tiguan incorporou pela primeira vez os comandos do ar-condicionado à tela principal. Mas calma que os ajustes ficam fixados em uma base no pé da central. Também é possível acompanhar informações do computador de bordo e até acionar a ventilação e os massageadores dos bancos frontais (parece que há um gato \"amassando pão\" nas suas costas). O sistema só peca por não reproduzir uma visão 360° do veículo ao manobrar, nem uma projeção 3D do carro visto de fora. Console central do Volkswagen Tiguan 2027 é limpo e funcional Cauê Lira/Autoesporte Para desobstruir o console central (onde há porta-copos, freio de estacionamento eletrônico e um botão giratório para controlar o volume do som), a Volkswagen posicionou a alavanca de câmbio na coluna de direção. Curiosamente, os comandos estão invertidos: deve-se apontar para cima ao acionar o “D” e para baixo no caso do “R”. Demora para se acostumar, mas depois fica intuitivo. Volkswagen Tiguan 2027: como anda, consumo e pacote de segurança Volkswagen Tiguan 2027 tem motor 2.0 de origem Audi; veja como anda Divulgação Estive ao volante do novo Volkswagen Tiguan R-Line 2027 por 200 km, num bate-volta entre São Paulo e Atibaia, no interior do estado, para conhecer o motor 2.0 turbo de quatro cilindros a gasolina, com injeção direta, capaz de desenvolver 272 cv de potência e 35,7 kgfm de torque. Se os números parecem familiares, é porque este conjunto também equipa o Audi A5 lançado no ano passado. Já o novo câmbio automático de oito marchas substitui a antiga caixa DSG de dupla embreagem — e uma surpresa nesta linha 2027 é a adoção da tração integral. Motor: 2.0, turbo, quatro cilindros, injeção direta, gasolina Potência: 272 cv a 5.500 rpm Torque: 35,7 kgfm a 1.900 rpm Câmbio: automático, oito marchas Tração: integral sob demanda Consumo (Inmetro): 8,9 km/l (cidade), 12,1 km/l (estrada) Motor 2.0 a gasolina é o mesmo adotado no Volkswagen Tiguan 2027 vendido nos Estados Unidos Cauê Lira/Autoesporte No pouco que conduzi na cidade, fiquei surpreso com o excelente isolamento acústico. O motor aparenta estar desligado de tão suave que é o funcionamento, sem vibrações ou ruídos incômodos. Já a suspensão (McPherson na dianteira, multilink na traseira) é competente e impede que a carroceria chacoalhe muito nas ruas menos conservadas, trazendo um ajuste com pouco curso, mas ainda maleável. É o que segura o SUV nas curvas rápidas, já que ele acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos, segundo a Volkswagen. Uma característica que me incomoda nos SUVs chineses é a anestesia ao volante. No Tiguan é o oposto, pois a direção responde rapidamente aos estímulos mais discretos. Initial plugin text Da mesma forma, o pacote Adas de segurança ativa funciona melhor que a média dos SUVs chineses, pois o Tiguan não emite alertas desnecessários nem dá sustos no motorista. Controle de cruzeiro adaptativo (ACC), sensores de ponto cego, frenagem autônoma emergencial e assistente de permanência em faixa são itens que marcam presença. Volkswagen Tiguan R-Line 2027 oferece muitos equipamentos de assistência de condução Divulgação Ao chegar na estrada, noto que o som do vento irrompendo a carroceria se torna mais alto a 120 km/h. Já o rolamento das rodas e o ruído do motor continuam atenuados graças ao bom isolamento acústico. Embora o câmbio seja por conversor de torque e não de dupla embreagem, sua reatividade garante retomadas e ultrapassagens com segurança, e os motoristas mais apressados podem usar os paddle-shifters atrás do volante para adiantar o processo. Comprovado o bom desempenho, passei a conduzir com menos exaltação para extrair os resultados de consumo do Tiguan. O Inmetro declara 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada, mas pude chegar à boa média de 13 km/l no trajeto rodoviário com ar ligado. Claro que o número em ciclo urbano passa longe de um SUV híbrido plug-in e se mostra uma das maiores limitações do novato. Contudo, o consumo do Tiguan na estrada foi melhor que os 12,1 km/l que extraímos com o Song Plus híbrido, mostrando que, apesar de não ser eletrificado, o SUV da Volkswagen é mais econômico que o BYD durante viagens mais longas. Ou seja, em ambiente rodoviário, quando o motor elétrico é menos acionado, não ter que carregar 500 kg de bateria é uma vantagem para o Tiguan. Também notei como este SUV médio está confortável, o que já era uma característica da geração anterior: o banco dianteiro oferece boa sustentação para o corpo (ainda mais com a função de massagem acionada) e o volante tem ótima empunhadura. Nesta faixa de preço, o Tiguan é mais gostoso de guiar do que qualquer SUV chinês da concorrência. O Volkswagen Tiguan 2027 vale a pena? Volkswagen Tiguan R-Line 2027 é mais um SUV médio para te deixar indeciso Cauê Lira/Autoesporte Por R$ 299.990, o Volkswagen Tiguan R-Line me convenceu. Embora não tenha um conjunto híbrido plug-in para melhorar a eficiência urbana, seu consumo na estrada chama a atenção. A impressão geral da cabine (acabamento, montagem e equipamentos) é muito boa, transparecendo a sensação de um carro incrementado. Destaque para a excelente central multimídia, que funciona como um smartphone de última geração. Ah, e desempenho é outro ponto fortíssimo. Por outro lado, o intrusivo túnel central rouba muito espaço para as penras dos ocupantes do banco traseiro, embora o vão para os joelhos seja adequado. O alçapão do estepe reduziu o volume do porta-malas para apenas 423 litros e esta característica opõe o novo Tiguan aos SUVs chineses, que têm um bagageiro muito maior, mas trocam o pneu sobressalente por um kit de reparo emergencial. O novo Volkswagen Tiguan 2027 mostra que a receita básica, quando bem feita, dá certo, mas a verdade é que o portfólio só estará “completo” quando uma versão híbrida plug-in for lançada no Brasil, como no Tayron europeu. Em sua configuração eHybrid, o modelo europeu tem uma bateria de 19,7 kWh e pode rodar até 95 km em modo elétrico. Seria a cartada final contra BYD e GWM. Volkswagen Tiguan R-Line 2027: pacote de equipamentos Veja a lista de equipamentos do Volkswagen Tiguan 2027 Cauê Lira/Autoesporte Volkswagen Tiguan R-Line (R$ 299.990) ar-condicionado digital e automático de três zonas, teto solar panorâmico, faróis de LED Matrix, iluminação ambiente, saídas de ar para o banco traseiro,bancos de couro com ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e massagem para motorista e passageiro dianteiro, controle de cruzeiro adaptativo (ACC), assistente de colisão frontal com frenagem de emergência, assistente de estacionamento, assistente de manutenção de faixa, câmera 360 graus, sistema de som Harman Kardon de 12 alto-falantes, head-up display, bancos dianteiros com massagem e ventilação, porta-malas com acionamento elétrico e rodas de 19 polegadas. Pontos positivos: desempenho e dirigibilidade; tecnologias; acabamento; consumo na estrada; tem estepe Pontos negativos: porta-malas; espaço para os pés na fileira traseira; consumo urbano; falta de uma versão PHEV Initial plugin text Ficha técnica: Volkswagen Tiguan R-Line Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital. Mais Lidas",
"title": "Teste: novo Volkswagen Tiguan usa força de motor Audi contra SUVs chineses"
}