{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreib6crkicjlkzpulphxp7uextbrxpuvb5m53tgscqyotqsrpqvgk44",
    "uri": "at://did:plc:6ww2l5bomoz3ru6qokdg3tka/app.bsky.feed.post/3misellbggwy2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreibe3moaev4d2qy53hyolf7mylmxq56mubju3fwzpxycfirsdjwxzm"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 572430
  },
  "path": "/carros/entretenimento-e-carros-de-famosos/noticia/2026/04/nissan-sentra-percorre-40-mil-km-16-paises-americas.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-05T09:01:02.000Z",
  "site": "https://autoesporte.globo.com",
  "tags": [
    "autoesporte"
  ],
  "textContent": "\nO show do intervalo da 60ª edição do Super Bowl, em Santa Clara, na Califórnia, Estados Unidos, não só foi o mais visto da história como chamou mais atenção do que a disputa esportiva em si. De acordo com a NBC, emissora oficial da transmissão, 135 milhões de pessoas em todo o mundo assistiram ao vivo pela TV a apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny, que durou exatos 13 minutos. Logo após, as redes sociais foram inundadas por cenas do show — que celebrou a cultura latina —, em especial um trecho em que o cantor citou o nome de quase todos os países das três Américas. 2. Na Cordilheira dos Andes, a quase 4 mil metros de altura Divulgação/Nissan/Acervo MIAU Trazendo o tema para o contexto automotivo (afinal, esta coluna não é sobre futebol americano), inúmeras viagens de carro cruzando as três Américas já foram realizadas ao longo dos anos, mas uma em particular foi diferenciada. + Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte 3. No Glaciar Perito Moreno, na Patagônia argentina Divulgação/Nissan/Acervo MIAU Em primeiro lugar, porque a maioria dessas expedições envolvendo brasileiros parte, naturalmente, daqui rumo aos Estados Unidos e/ou ao Canadá, e não no sentido inverso; segundo, porque geralmente o carro vai rodando e volta de navio; e terceiro, porque o roteiro é cumprido uma única vez. Entre 2007 e 2008, porém, a Nissan conseguiu subverter essas três características de uma só vez na viagem batizada de Sentra 3 Americas. 4. O Sentra cruzando mais uma fronteira, agora a do Peru Divulgação/Nissan/Acervo MIAU A ideia era que um Sentra de sexta geração, então recém-lançado, viesse rodando da porta da sua fábrica, em Aguascalientes (México), até a unidade de São José dos Pinhais (PR), mantida em parceria com a Renault na época. O mais curioso é que, em vez de tirar diretamente um carro da linha de montagem mexicana, a Nissan preferiu pegar uma unidade já importada, que fazia parte de sua frota (placa ANS-0228), e mandar de volta para lá. Ou seja: o carro foi fabricado no México, exportado para o Brasil, emplacado aqui e embarcado de volta para então voltar, pela segunda vez, para cá. 5. Na famosa escultura Mano del Desierto, no Chile Divulgação/Nissan/Acervo MIAU Fiat Tempra revolucionou os sedãs médios e foi carro mais moderno do Brasil Gasolina ou etanol? Veja quando vale mais a pena usar cada combustível Não parece, mas Brasil já teve muito mais carros importados do que hoje Em resumo, quando a aventura começou, em setembro de 2007, o carro já tinha feito o percurso completo de ida e volta, só que de navio. Para tocar a viagem foi escolhido o casal Paulo Rollo e Jeanne Look — ele jornalista e ela fotógrafa, com milhares de quilômetros rodados por dezenas de países. Dessa vez foram cerca de 40 mil km percorridos em cinco meses, passando por 16 países, quase metade da lista narrada por Bad Bunny — México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Costa Rica, Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil. 6. O sedã da Nissan passou também por Honduras Divulgação/Nissan/Acervo MIAU O Sentra só viajou de avião do Panamá para a Colômbia. De resto, o modelo, da versão SL com motor 2.0 16V a gasolina e câmbio CVT, sem qualquer preparação especial, enfrentou com bravura dificuldades como 5 mil metros de altitude no Chile, estradas péssimas no sudoeste da Colômbia (11 horas para percorrer apenas 200 km) e desvio improvisado por queda de ponte na Costa Rica. Mas nada abalou o sedã, que, depois de alcançar a Patagônia, no extremo sul do continente, cruzou os portões da fábrica paranaense em 29 de janeiro de 2008. 7. Equador foi um dos 16 países visitados no roteiro Divulgação/Nissan/Acervo MIAU Em homenagem à expedição, na época a Nissan até lançou uma série especial do Sentra chamada justamente 3 Americas, cuja diferença principal em relação à versão S era o câmbio CVT e toca-CD Rockford Fosgate para seis discos, com amplificador sob o banco do passageiro e dois alto-falantes adicionais. Mas foram produzidas somente 240 unidades. 8. Ao todo, foram 40 mil quilômetros do México ao Brasil Divulgação/Nissan/Acervo MIAU Quanto ao carro que fez a viagem, a Nissan não teve interesse em mantê-lo. Assim, acabou por ser vendido como qualquer outro veículo usado de frota. Mas, quem sabe, ainda esteja rodando por aí — talvez até mesmo com músicas de Bad Bunny tocando a bordo... Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital. Mais Lidas",
  "title": "Casal percorreu 40 mil km por 16 países das Américas em um Nissan Sentra"
}