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  "textContent": "\nDesde que o Jeep Renegade foi apresentado no Brasil, em março de 2015, muita coisa mudou entre os SUVs compactos. Nesta última década, modelos que chegaram depois dele já trocaram de geração, caso de Honda HR-V, Peugeot 2008, Nissan Kicks e Hyundai Creta. Outros chegaram anos depois, caso de Volkswagen T-Cross. Alguns sequer existem mais, como o Ford EcoSport. Como manter atrativo um SUV que ostenta mais de uma década de história? Para a Stellantis, a solução parte de duas frentes: a renovação completa do interior do Renegade 2027 e a adoção de um novo sistema híbrido leve (MHEV) para reduzir o consumo de combustível. O visual, uma das características mais marcantes do Jeep Renegade, só passou mais uma vez por retoques voltados a dar ao SUV um ar de “refresco”. Nada que atrapalhe um carro que tem no visual retrô um de seus pontos mais fortes. Talvez, por isso mesmo, o Renegade não tenha uma aparência envelhecida mesmo com uma década de mercado. Jeep Renegade 2027: versões e preços Jeep Renegade Altitude 1.3 Flex: R$ 141.990 (R$ 129.990 para as primeiras 3 mil unidades) Jeep Renegade Longitude 1.3 Hybrid: R$ 158.690 Jeep Renegade Sahara 1.3 Hybrid: R$ 175.990 Jeep Renegade Willys 1.3 Flex 4x4: R$ 189.490 O visual está diferente em todas as versões, pois o Jeep recebeu nova grade frontal com as famosas sete fendas e para-choques redesenhados. A pegada “high-tech” é a mesma da nova geração do Compass, lançada recentemente na Itália, e do Avenger, que, em alguns meses, estará nas lojas brasileiras. Autoesporte já dirigiu o novo SUV de entrada da Jeep em Roma (Itália), e você pode conferir o teste completo abaixo: Teste: Jeep Avenger tem muito mais de Peugeot 2008 que de Renegade Novo visual do Jeep Renegade 2027 incorpora características do novo Compass e até do Avenger Cauê Lira/Autoesporte As maiores mudanças estéticas do Renegade 2027, no entanto, estão na cabine, que foi totalmente redesenhada pela primeira vez desde o lançamento do SUV compacto. A inspiração na dupla Compass e Commander chega a ser óbvia, com adoção da nova central multimídia flutuante de 10,1 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. O painel mudou por completo, melhorando até a impressão ao volante do Jeep Renegade 2027 Cauê Lira/Autoesporte O que me chamou atenção desde o princípio é que o painel do Renegade está mais alto. Ao me acomodar no banco do motorista, noto que essa nova característica interfere positivamente na ergonomia, pois a impressão é de que o assento tem posicionamento mais baixo. A Jeep, porém, não alterou o ângulo do volante e nem o chamado ponto H (de “hip”), que determina a altura do quadril do motorista. É interessante como uma simples mudança pode alterar toda a percepção de um carro. A central multimídia é um fator chave para a nova sensação da cabine. Se, antes, a tela era baixa e exigia que o motorista abaixasse a cabeça para observá-la, agora fica em um monitor destacado no topo do painel. Outros comandos e botões, como ar-condicionado e volume, também estão mais acessíveis na linha 2027 do Renegade. As saídas de ar centrais foram realocadas para baixo da tela e o conhecido puxador que ficava à direita do painel foi removido dali. Initial plugin text A manopla de câmbio, muito parecida com a da Fiat Toro, é outra novidade do Renegade 2027. O console central agora traz um compartimento fundo e ventilado para o carregador de celular por indução, que evita olhares curiosos e melhora a refrigeração do aparelho. Quem usa CarPlay ou Android Auto sabe como o smartphone esquenta com o pareamento ativo somado ao carregamento sem fio. Cada versão do Jeep Renegade 2027 tem um tipo de acabamento diferente Divulgação Quanto ao acabamento, o novo Renegade mescla plástico com porções de tecido texturizado. É preciso dizer que, ao longo desses dez anos, a Stellantis simplificou o acabamento do SUV. No passado, a presença de materiais macios era de fazer inveja até a SUVs médios. Esta já não é mais a realidade do veterano, infelizmente. Ainda assim, seu padrão está acima da média do segmento, com plásticos que inspiram mais qualidade e uma montagem correta. Cada versão tem um detalhe diferente inspirado em sua proposta. No Sahara, por exemplo, o tecido é bege para remeter ao deserto; no Willys 4x4, o verde toma conta em referência às florestas. A Jeep aproveitou a reestilização para espalhar novos easter eggs pela cabine, dos quais não pude encontrar nenhum devido à brevidade de meu contato com o novato durante o lançamento. Seguindo as características de Compass e Commander, a central multimídia tem excelente resolução e boa funcionalidade Divulgação O volante multifuncional mantém o estilo adotado durante seu último facelift, inspirado no Compass, e o painel de instrumentos reproduz informações do sistema híbrido leve, embora o motorista não tenha qualquer autoridade sobre o seu funcionamento. Saída de ar-condicionado para os coupantes do banco traseiro é um mimo do Jeep Renegade 2027 Cauê Lira/Autoesporte Como o console foi substituído, a Jeep aproveitou para instalar uma saída de ar-condicionado traseira no Renegade 2027, que surge a partir da versão Longitude. Embora o espaço ainda seja escasso, por conta dos modestos 2,57 m de distância entre os eixos, quem viaja no banco traseiro terá mais dignidade. Quanto às outras medidas, tem 4,26 metros de comprimento, 1,80 m de largura e 1,73 m de altura. O espaço para cabeça e ombros dos ocupantes continua a ser um ponto forte. Acesso à cabine do Jeep Renegade 2027 pode ser apertado por conta do ângulo de abertura da porta traseira Cauê Lira/Autoesporte Igualmente apertado é o porta-malas com meros 320 litros de capacidade, menor que o de um SUV de entrada, como o Volkswagen Tera ou Renault Kardian. O ângulo de abertura da tampa impede que o motorista pare muito próximo à parede. Por falar nela, eis uma oportunidade para, enfim, abordarmos a mecânica e o novo sistema híbrido. O novo conjunto híbrido do Jeep Renegade 2027 Como o motor do Jeep Renegade 2027 combinou com o sistema híbrido? Descobrimos na prática Cauê Lira/Autoesporte Isso porque a tampa do porta-malas recebeu o emblema “MHEV” (Mild Hybrid Electric Vehicle) nas duas versões eletrificadas. É assim que você poderá identificar se o Renegade 2027 é híbrido ou não. No caso, um híbrido leve de 48 Volts. Motor 2.0 turbo do Jeep Compass usa tecnologia da F1 para chegar a 337 cv Stellantis vai lançar outros 6 carros híbridos no Brasil em 2026; veja quais Jeep Renegade 2027: preços, equipamentos, versões e consumo O motor é sempre o T270 1.3 turbo flex de quatro cilindros, 16 válvulas e injeção direta, com o sistema MultiAir III de variação inteligente de tempo de abertura das válvulas. Mantido em ciclo Otto, este propulsor desenvolve 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, atrelado ao câmbio automático de seis marchas nas versões 4x2 e de nove marchas com tração 4x4. Motor: 1.3, turbo, quatro cilindros, flex Potência: 176 cv a 5.750 rpm Torque: 27,5 kgfm a 2.000 rpm Bateria: 0,9 kWh Câmbio: automático, 6 marchas Freios: discos ventilados (diant.) e sólidos (tras.) Suspensão: Indep. McPherson (diant. e tras.) Diferentemente de Pulse, Fastback e os Peugeot, o sistema híbrido leve da Jeep é de 48V, e não de 12V. Por outro lado, a Stellantis simplificou o sistema em relação ao que é vendido na Europa. Alegando rejeição dos consumidores em clínicas, a fabricante tirou o câmbio automatizado de dupla embreagem do conjunto, que permitiria a tração do veículo em modo apenas elétrico, e aplicou a mesma caixa automática epicíclica de seis marchas do antecessor. Na prática, o novo sistema MHEV do Renegade funciona como “superalternador”, só que com tensão maior que a de Pulse e Fastback. O motor elétrico, de 16 cv e 6,6 kgfm, está ligado ao virabrequim por correia, e sua ativação ocorre quando o motor 1.3 turbo começa a girar. É o sistema chamado de BSG (gerador por correia, na sigla em inglês), que substitui o próprio alternador e o motor de arranque por cremalheira. Assim, o conjunto híbrido opera a partida e o sistema start-stop, etapas em que a emissão de poluentes é mais proeminente. Há até o acréscimo de potência e torque nas cargas mais altas de aceleração e retomada, mas não alteram os números finais. Também reduzem o turbo lag — o atraso na entrega extra de potência e torque com a ativação do turbocompressor. Sendo assim, pode-se dizer que o novo Renegade está mais suave, mas não necessariamente mais rápido. + Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte. Tanto que, de acordo com a Stellantis, o novo Renegade híbrido acelera de 0 a 100 km/h em 8,9 s, enquanto a versão Altitude, sem eletrificação, cumpre a mesma tarefa em exatos 9 s. A diferença é quase imperceptível. E em relação ao Renegade 2026, que ia de 0 a 100 km/h oficialmente em 8,8 s, houve até a perda de 0,1 s. E olha que não houve mudanças significativas no peso no SUV. Funcionamento do Jeep Renegade 2027 ficou mais suave após a adoção do sistema híbrido leve Cauê Lira/Autoesporte Mas e quanto à economia de combustível? Bem, segundo dados do Inmetro, é de apenas 7% e em uso urbano. Na estrada, o modelo chega a consumir mais, devido ao peso maior do sistema elétrico em relação à versão Altitude sem eletrificação. De acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o Renegade MHEV marca 11,9 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, faz 8,3 km/l em trajeto urbano e 8,6 km/l em circuito rodoviário. Compare o consumo entre as versões Altitude e Longitude MHEV. Jeep Renegade T270 2027 - Diferença de consumo entre o flex e o MHEV No fim das contas, o maior ganho do Jeep Renegade MHEV está na redução de emissões, regra importante do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover). Jeep Renegade 2027 mostra que um design que envelhece bem garante longevidade Cauê Lira/Autoesporte Como anda o Jeep Renegade 2027 Notei que o despertar do Renegade está mais suave durante a fase de ignição e também na atuação do start-stop. É uma consequência direta da atuação do conjunto híbrido, que também funciona para suavizar o funcionamento do motor 1.3 turbo. Segundo a Jeep, o motor elétrico ainda pode mitigar o atraso na entrega de potência, mas este curto test-drive não permitiu avaliar se, de fato, há qualquer mudança neste sentido. Em todo o resto, é o Renegade “velho de guerra” que já conhecemos, cuja condução é marcada pela robustez. O acerto de suspensão, com arquitetura McPherson nos dois eixos, permite andar rápido até nas ruas mais esburacadas. Os pneus grossos, nas medidas 225/55 R18, também atuam para “amaciar” o asfalto irregular. Dessa forma, o Jeep pouco toma conhecimento de obstáculos que fariam outros SUVs chacoalharem muito mais. A Stellantis preparou rodas exclusivas para cada versão do Jeep Renegade 2027 Cauê Lira/Autoesporte Outro ponto positivo é que o câmbio automático de seis marchas segue entrosado com o motor 1.3 turbo. Basta pressionar o acelerador com mais força para a caixa reduzir duas ou três marchas sem solavancos e sem delays. Novo Jeep Renegade MHEV gasta menos combustível mesmo? Quem adquirir o Jeep Renegade 2027 de fato pode economizar, mas pouco... Divulgação Um problema que assola o Renegade desde que foi lançado é o alto consumo de combustível. A boa notícia é que a versão híbrida, de fato, está mais econômica, pois Autoesporte calculou que o proprietário do MHEV poupará R$ 494 no período de um ano ao abastecer com gasolina e R$ 547 ao encher o tanque com etanol. MHEV: é assim que você identificará se o Jeep Renegade 2027 é híbrido ou não Divulgação Encarando o trânsito neste breve teste, o melhor consumo urbano que obtive foi de 11,4 km/l com gasolina, resultado marginalmente abaixo do que é declarado pelo Inmetro. Melhor do que outrora, certamente, mas talvez não o que um comprador espere de um carro híbrido. Inclusive, o computador de bordo do Renegade continua bem completo. Vale a pena comprar o Jeep Renegade 2027? Apesar da longevidade, o Jeep Renegade 2027 mudou o suficiente para continuar interessante Divulgação/Jeep O Jeep Renegade recebeu sua atualização mais profunda exatamente no mês em que completou 11 anos de mercado. Aos bons entendedores, significa que este carro terá ainda mais longevidade, mesmo sendo um projeto antigo. A próxima geração não deve aparecer antes de 2028 — e ainda existe o efeito Avenger que, em breve, estará nas lojas para ocupar o segmento de entrada. O novo interior influenciou mais do que somente na estética. O SUV está com um painel mais caprichado, equipado e bonito. Só que o consumo de combustível, seu maior ponto fraco, continua aquém do que poderia entregar, revelando que a atualização serve mais para reduzir emissões (em 8%, segundo a marca) do que para melhorar a eficiência. A robustez e o pacote de equipamentos jogam a favor do Jeep Renegade 2027. Quanto ao consumo, espaço interno e capacidade do porta-malas, outros SUVs parecem mais interessantes — até na própria Stellantis. Líder por vários anos, o Renegade é hoje apenas o 12° SUV mais vendido do Brasil em 2026, com 5,7 mil unidades acumuladas — mesmo assim, segue emplacando mais do que vários concorrentes lançados na mesma época em suas novas gerações (HR-V, Duster, 2008 e Kicks). O segmento é liderado pelo T-Cross, que ostenta 11,4 mil unidades acumuladas em 2026. Jeep Renegade 2027: prós e contras Pontos positivos: painel mais moderno, central multimídia, pacote de equipamentos e robustez Pontos negativos: consumo (ainda) elevado, espaço para as pernas e volume do porta-malas Jeep Renegade 2027: preços, versões e equipamentos Jeep Renegade Altitude (R$ 141.990): motor 1.3 turbo com 176 cv, central multimídia de 10,1\", novas rodas de 17\", saída de ar traseira, ar-condicionado digital e dual zone, teto bicolor de série, chave presencial e quadro de instrumentos digital de 7\". Jeep Renegade Longitude MHEV (R$ 158.690): itens da Altitude + conjunto híbrido leve atrelado ao motor 1.3 turbo, novas rodas de 18\", saída de ar traseira, bancos em couro, volante em couro, carregador por indução e sensor de estacionamento traseiro. Jeep Renegade Sahara MHEV (R$ 175.990): itens da Longitude + novas rodas de 18\", conexão com Alexa, banco do motorista elétrico, teto solar panorâmico de série, teto bicolor de série, monitoramento de ponto cego e sensor de estacionamento dianteiro. Jeep Renegade Willys 4x4 (R$ 189.490): itens da Sahara + motor 1.3 turbo sem eletrificação, câmbio de nove marchas, tração 4x4, rodas de 17’’ com pneus ATR Plus, seletor de terrenos. Jeep Renegade Sahara MHEV 1.3 - Ficha técnica Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital. Mais Lidas",
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