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"textContent": "\nA Volkswagen está negociando a conversão de uma de suas fábricas de carros na Alemanha em uma unidade de produção de armamentos de guerra. De acordo com reportagem do jornal Financial Times, a montadora mantém conversas com uma empresa de defesa de Israel para fabricar na unidade de Osnabrück peças para o sistema de defesa antimísseis Domo de Ferro. As negociações estão sendo mantidas com a Rafael Advanced Defence Systems, controlada pelo governo israelense, e envolvem a produção de lançadores, geradores de energia e caminhões pesados usados para transportar mísseis. Já os mísseis, de fato, serão produzidos em outra fábrica, com instalações mais complexas, a ser construída também na Alemanha. Volkswagen T-Roc Cabriolet será produzido até 2027 Divulgação Ainda segundo o Financial Times, a conversão da fábrica seria “relativamente simples” e levaria de 12 a 18 meses para ser concluída. Se aprovado o plano, a expectativa é salvar todos os 2.300 empregos da unidade. O governo da Alemanha, vale dizer, apoia integralmente a proposta. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a participação da Volkswagen no setor bélico é modesta — apenas a MAN, divisão de caminhões, fabrica veículos militares. A parceria negociada agora representa uma importante guinada da empresa em direção ao mercado de armamentos. + Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte Fábrica produz SUV conversível Inaugurada em 1874, a fábrica de Osnabrück começou produzindo carrocerias e foi adquirida pela extinta Karmann em 1901. Como unidade de produção terceirizada, a unidade fabricou carros para Mercedes-Benz, Nissan, Renault, Triumph, BMW e Volkswagen. Diante da falência da Karmann em 2010, a própria Volkswagen assumiu as instalações. Volkswagen T-Roc Cabriolet tem capota de lona com acionamento elétrico Divulgação Atualmente, a fábrica é responsável pela produção do T-Roc Cabriolet, já que deixou de montar os esportivos Porsche 718 Boxster e Cayman em 2025. O SUV conversível tem sobrevida garantida até 2027 e vai sair de linha na sequência sem deixar sucessor. O volume de produção é baixo, dado o alcance restrito do segmento, o que deixa as instalações de Osnabrück subutilizadas. Em razão disso, a Volkswagen tem procurado saídas para ocupar a fábrica e não fechá-la completamente, como chegou a ser cogitado em 2024. Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital. Mais Lidas",
"title": "Volkswagen pode adaptar fábrica de carros para produzir peças de guerra"
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