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"textContent": "\nUm levantamento preliminar aponta que 142 municípios do Rio Grande do Sul estão enfrentando altas abusivas no preço do diesel e já passam por dificuldades no abastecimento de veículos. Dessa forma, as prefeituras estão priorizando serviços essenciais, como o de saúde, enquanto as obras estão sendo suspensas pela falta do combustível. O estudo foi realizado pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e divulgado pela Agência Brasil. Adriane Perin de Oliveira, presidente da Famurs, disse que existe o risco de falta combustível para o transporte de pacientes para outras cidades e para o transporte escolar. No município de Formigueiro, região central do estado, foi declarada situação de emergência desde o dia 17 de março por causa da crise de abastecimento e o aumento expressivo nos preços dos combustíveis. Segundo a administração da cidade, o movimento foi necessário porque a situação já afeta diretamente o escoamento da safra agrícola, manutenção das estradas e serviços essenciais como saúde e segurança. Já o município de Tupanciretã, também na região central do Rio Grande do Sul, decretou situação de emergência administrativa no abastecimento de combustível no dia 19 de março: “A medida estabelece ações excepcionais com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais, assegurando o funcionamento das atividades prioritárias mesmo diante das dificuldades no fornecimento”, afirmou a administração da cidade no decreto. Segundo a ANP, Agência Nacional do Petróleo, as entregas de diesel estão avançando, após as medidas tomadas no país: “No momento, o cenário é o de que não há falta de produtos, mas questões logísticas em algumas regiões, nas quais a ANP está trabalhando junto ao mercado”, afirmou a ANP. No Rio Grande do Sul, a ANP afirmou que a grande Porto Alegre já está atendida e a chegada do combustível ao interior do estado deverá acontecer ao longo da semana. Conflito global puxou aumento nos preços O aumento abusivo de preço dos combustíveis foi notado no Brasil após o início do conflito que envolve Israel, Estados Unidos e Irã, no final de fevereiro. Formações de cartéis de postos também foram registradas no Brasil, situação que tem sido denunciada pelos consumidores e fiscalizada pelos Procons de cada cidade. O movimento ilegal acontece nas bombas de gasolina e diesel, que podem ter o seu preço afetado pela variação para cima no preço do barril de petróleo. Porém, antes mesmo disso acontecer, os postos começaram a subir o preço para o cliente final. Os Procons de cada estado já visitaram 1.180 postos de combustível, instalados em 179 municípios, de 25 estados. Porém, o Brasil conta com cerca de 41 mil postos. Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital. Mais Lidas",
"title": "Municípios do RS decretam estado de emergência por falta de combustível"
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