F1: Ecclestone elogia e aprova gestão de Ben Sulayem na FIA
A gestão de Mohammed Ben Sulayem à frente da FIA, recebeu um forte respaldo de Bernie Ecclestone. O ex-proprietário da Fórmula 1, afirmou que não vê erros relevantes na administração do dirigente e voltou a defender a adoção de motores aspirados naturalmente nas próximas gerações de regulamentos da categoria. Ecclestone, que trabalhou ao lado dos ex-presidentes da FIA Jean-Marie Balestre, Max Mosley e Jean Todt, afirmou estar impressionado com o trabalho realizado pelo atual presidente da entidade. Segundo ele, Ben Sulayem assumiu uma situação complexa e tem buscado modernizar a federação de forma equilibrada. "Estou tentando pensar em alguma coisa que ele tenha feito de errado. Não é uma tarefa fácil assumir o cargo que ele assumiu, e acho que ele está tentando fazer tudo funcionar de maneira justa e um pouco mais atualizada", afirmou Ecclestone durante o final de semana do GP da Áustria. O ex-dirigente reconheceu que é impossível acertar todas as decisões: "Infelizmente, como acontece em qualquer função, você não consegue estar um milhão por cento certo o tempo todo, mas não vejo nada que ele tenha feito até agora que não devesse ter feito. Existem apenas uma ou duas coisas que espero que ele faça no futuro". [caption id="attachment_520899" align="alignnone" width="2000"] Foto: XPB Images[/caption] Questionado sobre quais mudanças gostaria de ver, Ecclestone voltou a defender o retorno de motores maiores na Fórmula 1: "Um motor de três litros. Não me importo se é um V8, V10 ou V12. Acho que todos vocês ficariam felizes com isso. É a coisa certa a fazer", disse ele, embora tenha admitido que convencer as fabricantes pode não ser simples. Além do aspecto técnico, Ecclestone elogiou a recuperação financeira da FIA sob a gestão de Ben Sulayem. Segundo ele, o presidente herdou uma situação difícil e conseguiu recolocar a entidade em uma posição saudável: "Ele teve um trabalho complicado porque herdou problemas que não criou. Acho que fez um trabalho excelente. Financeiramente, está colocando a FIA onde ela deveria estar. Ele não está lá por dinheiro, está fazendo o melhor possível pelo esporte", acrescentou. Ecclestone também criticou dois aspectos do atual formato da Fórmula 1, o calendário com 24 etapas e as corridas Sprint: "Acho que as duas coisas estão erradas. Vinte e quatro corridas são demais para todos, inclusive para o público. E a Sprint, sinceramente, não faço ideia de qual é o objetivo dela", completou.
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