F1: Haas admite problemas e tenta reação
A Haas teve um sábado complicado no final de semana do GP do Canadá de Fórmula 1, mas acredita ter identificado parte dos problemas que vêm limitando o desempenho do carro. A equipe terminou a sessão de classificação apenas com Oliver Bearman em 16º e Esteban Ocon em 17º, após um dia marcado por mudanças radicais no acerto dos carros. Bearman revelou que a equipe decidiu quebrar o parque fechado depois da sexta-feira para tentar entender comportamentos inesperados do carro. Segundo o britânico, os dados mostraram características que não eram esperadas, obrigando a Haas a voltar atrás em algumas escolhas de configuração. “Nós tentamos encontrar a causa principal dos problemas e demos um passo atrás no acerto, mas ainda assim foi uma corrida muito difícil”, afirmou Bearman. O piloto explicou que a equipe finalmente encontrou um carro com melhor equilíbrio nas curvas na sessão de classificação, embora novos problemas tenham aparecido. “Agora estamos conseguindo atacar mais as entradas de curva, mas travando muito as rodas dianteiras”, disse ele. Bearman ainda afirmou que a Haas esteve tão distante do ritmo ideal no fim de semana que só conseguiu perceber algumas limitações do carro mais tarde do que os concorrentes, que já haviam identificado essas dificuldades no TL1. Ocon também destacou as dificuldades enfrentadas pela equipe em Montreal. O francês terminou a corrida Sprint em 13º e disse que a Haas promoveu mudanças completas no carro pouco antes da classificação, o que dificultou a adaptação ao novo comportamento do equipamento. [caption id="attachment_552003" align="alignnone" width="2000"] Foto: XPB Images[/caption] “Foi muito difícil juntar tudo. Tivemos apenas três ou quatro voltas para entender onde havia mais aderência e onde estava pior com o carro atualizado”, afirmou. Mesmo assim, o piloto francês acredita que os dados coletados durante o sábado podem ajudar a equipe a evoluir para a corrida. O chefe da Haas, Ayao Komatsu, reconheceu que o resultado geral foi decepcionante, mas destacou pontos positivos no entendimento do carro. Segundo ele, a equipe finalmente começou a identificar quais características aerodinâmicas estão causando problemas específicos em determinadas curvas. “Precisamos começar melhor os finais de semana. No TL1, estávamos muito longe no acerto”, afirmou Komatsu. O dirigente também relembrou o início difícil da Haas em Melbourne no ano passado e garantiu confiança na recuperação: “Já passamos por isso antes. Precisamos continuar unidos, trabalhar juntos e resolver esses problemas”, completou.
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