{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreidrf3vok24gjmgzox6zkpnzn6abazagv3toax7xloxtx4huxbuqvi",
    "uri": "at://did:plc:4kqzy3sfm527lyag6fncyyzy/app.bsky.feed.post/3mesbvsiwz6n2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreia5fccx7rbuqy3zni5tjqfyylgehjdferobvllms3ain2deensopa"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 481971
  },
  "path": "/f1/f1-2026-uma-formula-e-com-esteroides/",
  "publishedAt": "2026-02-13T21:56:23.000Z",
  "site": "https://www.f1mania.net",
  "tags": [
    "F1",
    "Fernando Alonso",
    "Fórmula 1",
    "Max Verstappen",
    "Mercedes",
    "Red Bull",
    "caption id=\"attachment_535921\" align=\"alignnone\" width=\"2000\"] Foto: XPB Images[/caption] **E é aí que está o centro da discussão** O antigo ERS, que já fazia parte da F1 desde 2014, sempre exigiu administração. Mas agora a eletrificação ganhou protagonismo absoluto. O piloto precisa regenerar muito mais energia por volta, controlar fases de aceleração e desaceleração com precisão quase matemática e utilizar os modos de ultrapassagem sabendo que a energia extra consumida precisará ser reposta no giro seguinte. O “lift and coast” — técnica de tirar o pé antes da frenagem para economizar e regenerar energia, passou a ser ferramenta quase constante. A ultrapassagem depende menos de ousadia e mais de cálculo energético. O botão de ataque virou um recurso estratégico que altera completamente o ritmo da volta seguinte. A pergunta que emerge após essa primeira semana não é sobre quem foi o mais rápido. É sobre que tipo de Fórmula 1 está nascendo. Ainda é cedo para conclusões definitivas. Toda mudança gera resistência, e os pilotos sempre foram naturalmente conservadores quando se trata da essência da pilotagem. Mas o fato de que múltiplos campeões e líderes do grid estejam vocalizando desconforto já indica que o impacto da nova era pode ser mais profundo do que se imaginava. Se confiabilidade e performance tendem a evoluir com o tempo, a sensação dos pilotos é algo mais difícil de recalibrar. E talvez o grande saldo desses três dias no Bahrein não esteja nos dados de telemetria, mas no sentimento claro de que, para muitos dentro do cockpit, a Fórmula 1 mudou e mudou muito. E não para melhor. [Leia mais: Antonelli bate Russell e termina com 1-2 da Mercedes no dia 3 no Bahrein"
  ],
  "textContent": "_Verstappen e Alonso lideram críticas ao impacto do novo regulamento na forma de pilotar_ Terminou nesta sexta-feira (13) a primeira semana de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein. Três dias de testes que, como sempre, trouxeram quilometragem, ajustes e alguns problemas de confiabilidade — algo esperado em um ciclo regulatório completamente novo. Mas, ao contrário de outras pré-temporadas, o principal saldo não parece estar nos números da tabela de tempos. Está nas declarações. O que realmente chamou atenção foram as críticas públicas dos pilotos ao novo conceito técnico da Fórmula 1. A temporada 2026 marca a maior transformação técnica da história recente da categoria. O novo regulamento introduziu uma divisão praticamente equilibrada entre combustão e energia elétrica - 50% para cada lado — além de mudanças profundas em aerodinâmica, dimensões e filosofia de uso de energia. A promessa era de inovação, eficiência e sustentabilidade. A reação, pelo menos nessa primeira semana, foi de desconforto. Fernando Alonso foi direto ao ponto. O espanhol afirmou que os carros “bons” eram os dos anos 90 e 2000 e ironizou que até um chef de cozinha conseguiria fazer a curva 12 do Bahrein com o atual nível de assistência e previsibilidade. A crítica não é apenas nostálgica, ela é conceitual. Alonso sugere que o desafio deixou de estar na pilotagem pura. Max Verstappen seguiu linha semelhante, mas com outra abordagem. O holandês afirmou que agora não se trata mais de pilotar no limite, e sim de gerenciar energia. Em uma frase forte, comparou a nova geração de carros a “uma Fórmula E com esteroides”. A provocação evidencia o incômodo com o peso estratégico do gerenciamento elétrico. caption id=\"attachment_535921\" align=\"alignnone\" width=\"2000\"] Foto: XPB Images[/caption] **E é aí que está o centro da discussão** O antigo ERS, que já fazia parte da F1 desde 2014, sempre exigiu administração. Mas agora a eletrificação ganhou protagonismo absoluto. O piloto precisa regenerar muito mais energia por volta, controlar fases de aceleração e desaceleração com precisão quase matemática e utilizar os modos de ultrapassagem sabendo que a energia extra consumida precisará ser reposta no giro seguinte. O “lift and coast” — técnica de tirar o pé antes da frenagem para economizar e regenerar energia, passou a ser ferramenta quase constante. A ultrapassagem depende menos de ousadia e mais de cálculo energético. O botão de ataque virou um recurso estratégico que altera completamente o ritmo da volta seguinte. A pergunta que emerge após essa primeira semana não é sobre quem foi o mais rápido. É sobre que tipo de Fórmula 1 está nascendo. Ainda é cedo para conclusões definitivas. Toda mudança gera resistência, e os pilotos sempre foram naturalmente conservadores quando se trata da essência da pilotagem. Mas o fato de que múltiplos campeões e líderes do grid estejam vocalizando desconforto já indica que o impacto da nova era pode ser mais profundo do que se imaginava. Se confiabilidade e performance tendem a evoluir com o tempo, a sensação dos pilotos é algo mais difícil de recalibrar. E talvez o grande saldo desses três dias no Bahrein não esteja nos dados de telemetria, mas no sentimento claro de que, para muitos dentro do cockpit, a Fórmula 1 mudou e mudou muito. E não para melhor. [Leia mais: Antonelli bate Russell e termina com 1-2 da Mercedes no dia 3 no Bahrein",
  "title": "F1 2026: uma Fórmula E com esteroides?"
}