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O protagonismo das mulheres na construção de riqueza no Brasil

Vogue | Moda, Beleza, Desfiles, Lifestyle e Celebridades [Unoff… June 30, 2026
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Cada vez mais as mulheres se posicionam como agentes de decisão patrimonial, influenciando investimentos, sucessão, marcas de luxo, governança familiar e consumo estratégico. Isso não tem acontecido por acaso e cada conquista se deve às nossas lutas cotidianas nos bastidores. Pensar o papel das mulheres na economia de maneira restrita à sua atuação como consumidoras já é algo do passado. Esse enquadramento, embora ainda presente em muitas análises de mercado, tornou-se insuficiente diante das transformações estruturais que vêm redefinindo a participação feminina na construção de riqueza no Brasil. Elas têm consolidado um protagonismo que ultrapassa o consumo e alcança a esfera da decisão econômica. São mulheres que estão cada vez mais presentes em posições de liderança, gestão financeira e empresarial. Selecionar uma imagem No mercado de investimentos, a presença feminina também avança. Dados da B3 mostram que o número de mulheres investindo em renda variável cresceu 41% desde 2021, alcançando mais de 1,4 milhão de investidoras em 2025. Embora representem 26% dos investidores da bolsa brasileira, elas apresentam patrimônio mediano superior ao dos homens — R$ 3.029 ante R$ 1.682 —, sinalizando uma participação cada vez mais importante na formação de capital e no planejamento financeiro de longo prazo. Em muitas famílias brasileiras, as mulheres ocupam um papel central na organização do orçamento, na tomada de decisões financeiras e na continuidade das estratégias econômicas do núcleo familiar. Esse protagonismo, frequentemente invisibilizado, precisa ser reconhecido e o devido crédito atribuído a elas. A construção de riqueza requer planejamento de longo prazo e uma estrutura social que propicie às mulheres um olhar para além do gênero. Sustentabilidade: a economia cresce quando mulheres lideram A igualdade de gênero é um ponto relevante nessa discussão, mas o impacto econômico decorrente da ascensão feminina nos espaços de decisão já é, por si só, um argumento relevante. Quanto maior a participação das mulheres na criação de empresas, na gestão de ativos e na tomada de decisões financeiras, maior tende a ser a capacidade do país de gerar riqueza, diversificar investimentos e ampliar oportunidades no âmbito social. Essa transformação ajuda a explicar o Brasil contemporâneo que evidencia a mulher como protagonista das decisões que movimentam o país de maneira sustentável. O crescimento do empreendedorismo feminino e da participação em setores estratégicos da economia amplia o alcance de outras mulheres. É como costumamos dizer: uma sobe e puxa a outra. Tenho reunido mulheres nas empresas, em eventos, e também na minha casa com o intuito de fazer a roda girar. Toda vez que uma mulher alcança um patamar acima, ela transforma tudo à sua volta. Muitas deixam de ser apenas executoras de funções produtivas e passam a ser estruturadoras de negócios, inovação e geração de renda. Um cenário que reposiciona a relação entre consumo e economia. Um ecossistema mais amplo, que percebe o mercado como ele é. Compreendendo que cada indivíduo tem poder ativo de compra, de desejo, pertencimento, e, portanto, de posicionamento dentro das empresas e da sociedade. A participação no ato de decidir, investir e planejar redefine o lugar da mulher na economia brasileira. A construção de riqueza, quando mediada por maior participação feminina, tende a se tornar mais distribuída, mais orientada e mais conectada a projetos que integrem a economia de maneira circular. O que contribui para uma sociedade mais estruturada. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Vogue Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!

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