8 artistas LGBTQIA+ independentes para ouvir no Mês do Orgulho
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June 13, 2026
Aqui não tem só revelação. Tem quem já colecione prêmio, como Jup do Bairro, premiada como revelação, e Bemti, com discos elogiados pela crítica. Tem quem passou por reality da Globo, caso de Nick Cruz, primeiro homem trans no Estrela da Casa. E tem nomes ainda em ascensão, como Caetana, a primeira cantora trans a gravar um frevo no país, e Toni Arcelinni, que já soma mais de um milhão de plays em uma única faixa. Todos seguem independentes e fazem parte do que há de mais interessante na música queer brasileira. No Mês do Orgulho, vale conhecer cada um. Selecionar uma imagem Enme Do Maranhão pro mundo, com tambor e flow. Enme cruza funk, trap, hip hop e afrobeat com os ritmos nordestinos, e foi com "ATABAKE" (2022) que ela se firmou, num disco que tem o hit "Dama da Quebrada" e a parceria premiada "Magia Negra", com Bixarte. Em 2026 voltou com "Coração Rebelde", onde flerta - com muito sucesso - com o reggae. Ouça: "Coração Rebelde" e "Magia Negra" Bemti Quem diria que a viola caipira de dez cordas combinaria com synthpop. Pois Bemti, mineirinho de Serra da Saudade hoje em São Paulo, faz exatamente isso, e sem soar forçado. "Adeus Atlântico", o disco que ele soltou em fevereiro de 2026, foi gravado entre Brasil, Portugal e Inglaterra e passa a viola por pedais de distorção, num indie pop que não se parece com quase nada por aí. Ouça: "Euforia" e "Catastrópicos!" Toni Arcelinni Pra quem sente falta de um eletropop bem-feito, ele é a aposta. Cearense em São Paulo, Toni lançou o álbum "Skorpios" em 2025 e acaba de soltar "A Torre", de batida nostálgica que joga a gente direto nos anos 2000. De quebra, assinou com os DJs MICAH, Perfect Pitch e Rocco uma releitura dance de "Everybody (Backstreet's Back)", que já passou de um milhão de plays só no Spotify. Ouça: "Espião" e "Jeans". Caetana Já imaginou um frevo cantado por uma travesti pernambucana? Caetana foi a primeira a fazer isso no Brasil. Cria da periferia do Recife, ela mistura frevo, coco de roda e maracatu com hip-hop, trap, funk e black music no álbum "Afronordestina", sempre puxando assunto sobre ancestralidade, fé de matriz africana e o enfrentamento ao racismo e à transfobia. Ouça: "Bicha Treme Terra" e "Odoyá" Bixarte Vai por mim: uma das vozes mais interessantes do momento está vindo da Paraíba. Travesti negra de Santa Rita, Bixarte vive entre o Nordeste e São Paulo e transforma esse trânsito em som. "Feitiço", o álbum que ela lançou em novembro de 2025, parte do rap mas se espalha por trap, afrobeat, forró, reggaeton e cumbia, com convidados de peso como Emicida e Johnny Hooker, este último na cumbia afetiva "Como Me Olhas". Ouça: "Como Me Olhas" e "Tentação". Jup do Bairro Aquela artista que não cabe numa caixa só. Do Capão Redondo, Jup faz música, cinema e performance, e começou ao lado de Linn da Quebrada, com quem ajudou a criar o disco "Pajubá". Em 2025 fechou uma trilogia de cinco anos com "Juízo Final", seu primeiro álbum, que passeia do funk ao rock e ao tecnobrega ao longo de 15 faixas. Tem parcerias de peso por ali, como "Deus Ex Machina", com Urias e Erika Hilton. Ouça: "Deus Ex Machina" e "Corpo sem Juízo" Nick Cruz O Nick faz o pop direto, sem rodeio, e ainda ocupa um espaço que quase ninguém ocupa: o de homem trans na música brasileira. Capixaba, ele tirou das próprias noites em Vitória e da vivência com o preconceito a matéria das músicas, e estourou de forma independente com "Me Sinto Bem", que passou de um milhão de visualizações. Ouça: "Me Sinto Bem". Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!
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