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O jogo entre a moda e o tênis

Vogue | Moda, Beleza, Desfiles, Lifestyle e Celebridades [Unoff… May 28, 2026
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Até o início do século 20, a roupa das tenistas era pesada e restritiva. Olhando para os uniformes atuais, é difícil imaginar uma atleta correndo atrás da pequena bola de saia longa e espartilho. O encontro da moda com o tênis deu match e essa história começou a ser recontada pela francesa Suzanne Lenglen, a primeira estrela internacional do esporte – de 1913 a 1927, ela conquistou 241 torneios, oito títulos de Grand Slam e três medalhas olímpicas. Para acompanhar seu jogo gracioso, influenciado pela dança clássica que frequentava paralelamente aos seus primeiros treinos de tênis na adolescência, ela precisava de roupas que refletissem o espírito livre dos anos 1920. Entrava em quadra o talento do costureiro Jean Patou, responsável por levar o visual esportivo à alta-costura. Em 1922, o designer criou para "a divina" ou "a diva do tênis" um conjunto de saia plissada na altura do joelho e regata de seda branca, que permitia melhor movimento na quadra. A essa inovação é creditada boa parte da performance vitoriosa dela nos jogos. Após consolidar sua carreira no tênis, Suzanne se tornou uma das principais figuras associadas ao departamento de moda esportiva da Patou, a linha Le Coin des Sports. A performance fashionista de Suzanne Lenglen, que empresta seu nome a uma das quadras de Roland-Garros, promete continuar inspirando ativações importantes no evento, que vai até 7 de junho em Paris. A Lacoste, fundada em 1933 pelo lendário tenista francês René Lacoste, chegou ao torneio sendo patrocinadora oficial e com a coleção co-branded Lacoste x Roland-Garros, já disponível também por aqui. A linha esportiva combina inovação têxtil e precisão técnica em peças como camisetas respiráveis, shorts, saias e jaquetas de treino. Há, também, criações para fora das quadras, como polos, moletons, vestidos e lenços. Como extensão, em sua segunda edição a Clay Court Capsule traz um tingimento desenvolvido a partir de saibro branco, ampliando a experimentação criativa e aprofundando a relação entre a marca e o evento. Para a campanha, a Lacoste convocou três atletas: o francês Arthur Fils, o russo Daniil Medvedev e a alemã Eva Lys. Lacoste x Roland Garros: Arthur Fils Divulgação Lacoste x Roland Garros: Daniil Medvedev Divulgação Lacoste x Roland Garros Divulgação Inspirada no conceito do Club Lacoste Roland-Garros, realizada em Paris entre os dias 21 e 24 de maio, a marca apresenta uma watchparty do torneio. O evento, que acontecerá no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, contará com a transmissão ao vivo da final masculina no dia 7 de junho, além de clínicas e experiências para sócios e convidados. Classificada via ranking, a brasileira Bia Haddad foi eliminada na estreia, mas levou para o evento título de primeira atleta nacional a firmar parceria com a Tiffany & Co.. Já a número um mundial da WTA, Aryna Sabalenka, busca um título inédito em Roland-Garros vestindo traje exclusivo assinado pela Nike apresentado há alguns dias em sua conta no Instagram – no ano passado, ela foi rosto do Shox Z e usou o tênis até no momento de levantar o troféu do US Open. Embaixadora da Gucci desde janeiro, a Aryna fez jus ao cargo ao se tornar a primeira a levar uma bolsa fashion para a quadra. No início de maio, a bielorussa chegou para uma partida simples no Foro Itálico, em Roma, carregando um modelo Paparazzo em lona GG. Ela também é uma das investidoras da OneOff, plataforma de moda baseada em inteligência artificial. Aryna Sabalenka fez história ao levar bolsa Gucci para as quadras Divulgação A Gucci, que na década de 1970 lançou o Tennis 1977, entretanto, está de olho nos grandes torneios desde 2023, quando o também embaixador global Jannik Sinner entrou na Quadra Central de Wimbledon com uma bolsa de viagem GG personalizada ao lado de sua bolsa de tênis Head. No ano passado, o atleta, que foi campeão de esqui antes de alcançar o topo do tênis mundial, foi rosto global da “Altitude”, a primeira coleção da marca italiana dedicada aos esportes de inverno. O atleta italiano, o grande favorito para conquistar nesta temporada o título do Grand Slam que falta em sua coleção, tem apoio, ainda, da Nike e da Rolex. Aliás, a relojoaria suíça está ligada ao tênis desde 1978, quando se tornou a primeira parceira do Campeonato de Wimbledon como Cronometrista Oficial. Além do campeonato inglês, hoje suas parcerias se estendem aos outros três torneios do Grand Slam – Australian Open, Roland-Garros e US Open – e outros três atletas de ponta: a norte-americana Coco Gauff, a polonesa Iga Świątek e o espanhol Carlos Alcaraz, que costumam usar os relógios em momentos de premiação e treinos. Coco Gauff comemora título usando Rolex, no Roland Garros em 2025 Divulgação Tenista Iga Świątek, parceira da Rolex desde 2020 Divulgação Nos últimos anos, o segmento de luxo movimentou o circuito do tênis profissional, transformando atletas em ícones de estilo, com direito a postagens nas mídias sociais em estilo influenciador de moda. Os fãs analisam os uniformes dos jogadores e adoram como seus ídolos se vestem fora das quadras. A Louis Vuitton já contratou a japonesa Naomi Osaka e Carlos Alcaraz, a Miu Miu colaborou em uma coleção de roupas de tênis com a jovem Coco Gauff e a New Balance, a Bottega Veneta trabalhou com o italiano Lorenzo Musetti e a Dior com o chinês Zheng Qinwen, enquanto a Burberry contou com o britânico Jack Draper. Naomi, em 2026, também entrou em quadra na estreia em Roland Garros a bordo de uma produção fashionista da Nike assinada por Germanier. Tradicionalmente esporte de elite, o tênis tem vivido uma onda global de popularidade e relevância cultural, com os Grand Slams tão badalados quanto Coachella. Dados da Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA) mostram que a participação aumentou em 1,6 milhão em 2025, um crescimento de 54% desde 2019. No Brasil, o número de praticantes já ultrapassa 2 milhões, segundo a Confederação Brasileira de Tênis, acompanhando o surgimento de novos ídolos, como João Fonseca e Bia Haddad, e em 2021, a medalha olímpica de Luisa Stefani e Laura Pigossi, em Tóquio. Aryna Sabalenka voltou a chamar atenção do público brasileiro em Roland Garros. Durante um treino em Paris, a tenista bielorrussa apareceu usando um uniforme com as cores amarelo, azul e a palavra “BRASIL” estampada no peito. A número 1 do mundo estreia neste sábado contra a espanhola Jessica Bouzas Maneiro, atual 51ª colocada do ranking da WTA, em busca de um título inédito no saibro francês. Vivendo uma "onda de amor" pública com o Brasil, Sabalenka anunciou o noivado com o empresário paulistano Georgios Frangulis no início de março. Ela toma açaí, já provou picanha e até arrisca expressões em português durante os torneios do circuito. Dona de três títulos de Grand Slam (Australian Open 2023 e 2024, além do US Open 2024), a tenista foi derrotada de virada pela americana Coco Gauff na final da edição de 2025, em uma partida emocionante de mais de duas horas e meia.

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