External Publication
Visit Post

Arte, floresta e resistência: o projeto do Hotel das Cataratas com a comunidade Avá-Guarani

Vogue | Moda, Beleza, Desfiles, Lifestyle e Celebridades [Unoff… May 28, 2026
Source
A comunidade indígena Avá-Guarani de Tekohá Ocoy, no oeste do Paraná, é o centro de um novo projeto de arte e cultura pensado de dentro para fora. O Tembiapo Mandu'a Porã Ndive, que em guarani significa "criar a partir de boas memórias", acaba de ser lançado pelo Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel, e pelo Cidades Invisíveis, em parceria com o Projeto Onças do Iguaçu, e chega ao Colégio Estadual Indígena Teko Ñemoingo, escola que atende cerca de 400 estudantes por dia em uma comunidade de aproximadamente 900 pessoas localizada próxima ao Parque Nacional do Iguaçu. Ao longo de 2026, seis módulos de oficinas de fotografia, muralismo, grafite, cerâmica, desenho e pintura em tela serão conduzidos por artistas convidados como Samuel dos Santos, Prado Neto, Beto Gatti, Sabrina Cuiligotti, Igor Izy e Cleise Vidal. Toda a programação foi construída junto com a comunidade e reúne também referências contemporâneas indígenas: o professor e mestrando em Educação Gilmar Chamorro, do povo Avá-Guarani, a jornalista Luciene Kaxinawá, do povo Huni Kuin e primeira indígena a atuar na TV brasileira, e o modelo internacional Noah Alef, do povo Pataxó. Selecionar uma imagem "Os jovens gostam de desenhar, fazer arte, participar de projetos e mostrar a cultura, mas o que falta é oportunidade. Esses projetos ajudam eles a perceberem que têm espaço e algo a oferecer", diz Chamorro. Para ele, ocupar espaços como o de professor, pesquisador ou artista é também uma forma de quebrar um olhar ainda preconceituoso. O cacique Luís Baracá vai na mesma direção: "Como povo indígena, queremos quebrar esse gelo da visão do não-indígena. Quem quiser conhecer a cultura indígena precisa chegar nas comunidades, conversar, conhecer a realidade, a dança, o canto e a reza." As obras produzidas pelos estudantes serão expostas no Hotel das Cataratas, e a renda arrecadada voltará integralmente ao colégio, para melhorias estruturais, criação de um estúdio permanente e viabilização de excursões culturais. A renda arrecadada com a exposição das obras será revertida integralmente ao Colégio Estadual Indígena Teko Ñemoingo, que atende cerca de 400 alunos por dia Divulgação Para quem quiser se aproximar do projeto de dentro, o hotel abre entre 17 e 20 de setembro uma experiência imersiva com vivências na comunidade Tekohá Ocoy. O encerramento acontece com um leilão beneficente nos jardins do único hotel localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu, com 100% da arrecadação destinada ao Teko Ñemoingo. Parte do valor das hospedagens também será revertida ao Cidades Invisíveis, organização responsável pela metodologia e curadoria artística do projeto, com 14 anos de atuação em iniciativas de educação, cultura e arte em cinco estados do país e impacto direto em mais de 140 mil pessoas. O projeto realiza seis módulos de oficinas artísticas na escola indígena ao longo de 2026, com atividades de fotografia, muralismo, grafite, cerâmica e pintura em tela Divulgação Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!

Discussion in the ATmosphere

Loading comments...