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"textContent": "\nParis Jackson conquistou uma importante vitória judicial em meio à disputa envolvendo o espólio de seu pai, Michael Jackson. Segundo documentos obtidos pela revista PEOPLE nesta quarta-feira (13.05) um juiz de Los Angeles determinou que aproximadamente R$ 3,1 milhões (US$ 625 mil) pagos como bônus a escritórios de advocacia terceirizados pelos executores do patrimônio deverão ser devolvidos ao espólio do artista. De acordo com a decisão, os pagamentos feitos no segundo semestre de 2018 não foram aprovados judicialmente. “A objeção da Sra. Jackson aos pagamentos de bônus no valor de US$ 625.000,00 realizados no segundo semestre de 2018, é acolhida. Os pagamentos de bônus não são aprovados; são indeferidos. Os pagamentos deverão ser devolvidos ao espólio”, afirma a petição judicial. A decisão ainda estabelece que Paris, de 28 anos, poderá solicitar o reembolso dos custos advocatícios e demais despesas relacionadas ao processo. “A Sra. Jackson poderá apresentar uma moção para o reembolso de seus honorários advocatícios e custas processuais razoáveis, com base na teoria do fundo comum, em razão de sua objeção procedente à petição de honorários dos executores”, informa a ordem judicial. Revistas Newsletter Em comunicado enviado à revista PEOPLE, os representantes do espólio afirmaram que discordam da decisão, mas garantiram que irão respeitá-la. “Estamos satisfeitos que o próprio Tribunal tenha reconhecido e elogiado o trabalho dos executores e de seus advogados externos na decisão de hoje”, declararam os advogados, acrescentando que os responsáveis pelo espólio “criaram riqueza real e substancial para as gerações futuras dos beneficiários do espólio”. Paris Jackson GettyImages A defesa também destacou que os honorários pagos a advogados externos sempre estiveram sujeitos à aprovação da Justiça. “Embora o Tribunal já tenha aprovado diversos outros bônus a advogados externos ao longo dos anos por seus serviços extraordinários, e esta tenha sido a primeira vez que foram alvo de objeções, os executores sempre entenderam que os honorários advocatícios estão sujeitos à aprovação judicial e sempre exigiram que os advogados externos concordassem em devolver quaisquer fundos ao espólio caso os pagamentos não fossem aprovados”, diz o comunicado. Os representantes reforçaram ainda que nenhum dos valores contestados teria sido destinado diretamente aos executores John Branca e John McClain. “E, para que fique claro, nenhum dos US$ 625.000 em bônus - que representam apenas uma pequena fração das despesas do espólio no período em questão - foi pago aos executores, e o tribunal não afirmou em momento algum que os executores tenham feito pagamentos indevidos a si mesmos.” Paris Jackson cobriu mais de 80 tatuagens Getty Images Já um porta-voz de Paris afirmou que a artista sempre esteve preocupada com o bem-estar da família Jackson e classificou a decisão como uma vitória significativa. “Após anos de atraso, a família Jackson finalmente terá acesso às medidas de transparência e prestação de contas pelas quais Paris lutou”, declarou. O comunicado também criticou a administração do patrimônio deixado pelo cantor. “O espólio de Jackson deveria ser uma entidade prudente e fiscalmente responsável que apoia a família Jackson - não um fundo para ajudar John Branca a viver suas fantasias de magnata de Hollywood. Depois de meses de táticas sexistas e implacáveis contra um beneficiário, é hora de John Branca reconhecer seus muitos erros e agir no melhor interesse da família que ele tem o dever fiduciário de proteger.” Paris divide a herança do pai com os irmãos Prince Jackson, de 29 anos, e Bigi Jackson, de 24. Nos últimos meses, ela vem travando uma batalha judicial contra Branca e McClain, acusando os executores de utilizarem seus cargos para obter vantagens financeiras pessoais - alegações negadas pela defesa. Prince (à esquerda), Paris e Bigi Jackson (à direita) em Londres GettyImages No mês passado, Paris protocolou um novo processo afirmando que os executores teriam usado um relatório oficial para “zombar e menosprezar” sua posição no caso. O documento, apresentado em 6 de abril, foi uma resposta a um relatório de 83 páginas entregue anteriormente pelos administradores do espólio. Segundo a artista, ela vinha solicitando um cronograma transparente para a apresentação das contas anuais do patrimônio. No processo, Paris afirmou querer “um processo eficiente, transparente e organizado” e acusou os executores de “operarem às cegas”. Ela também alegou que integrantes da equipe jurídica do espólio teriam recorrido à mídia para atacá-la publicamente. Entre os episódios citados está um comentário atribuído ao advogado Jonathan Steinsapir, que teria dito que Paris estava “se pavoneando” durante uma audiência realizada em março. Na ocasião, Steinsapir rebateu as acusações e afirmou que Paris e seus representantes legais “estão mais uma vez abusando dos tribunais e do sistema jurídico, fazendo uma série de alegações falsas como parte de uma campanha midiática para desviar a atenção de seus reveses legais e da fragilidade inerente de seu caso”. Ele acrescentou: “A grande maioria de suas 'alegações' foi aprovada por sua equipe jurídica ou pelo tribunal em prestações de contas de anos anteriores, mas esses fatos têm sido rotineiramente ignorados por seus advogados. Outras se baseiam em informações falsas ou enganosas. Para que fique claro, o espólio e seus executores nunca fizeram qualquer doação a ninguém, por motivo algum.” Paris Jackson em setembro de 2024; Michael Jackson em março de 1988 Getty Images O advogado ainda destacou que Paris já teria recebido cerca de R$ 325 milhões (US$ 65 milhões) em benefícios do espólio e que “herdará muitas centenas de milhões a mais”. Nos autos do processo, Paris afirmou que buscava estabelecer “uma ordem clara e simples que permitisse o pagamento antecipado quando justificado”, mas relatou ter encontrado resistência por parte da equipe responsável pelo patrimônio. Quando morreu, em 2009, Michael Jackson acumulava dívidas superiores a R$ 2,5 bilhões (US$ 500 milhões). Desde então, os executores afirmam ter transformado o patrimônio do artista em uma das operações mais lucrativas da indústria musical. Michael Jackson GettyImages Em documentos judiciais anteriores, Paris alegou que apenas em 2021 os executores receberam mais de R$ 50 milhões (US$ 10 milhões) em remuneração relacionada ao espólio do intérprete de “Thriller”, valor que, segundo ela, seria “mais que o dobro do valor distribuído a qualquer beneficiário da pensão familiar”. Já em janeiro, os advogados dos executores afirmaram perante a Justiça que tinham direito a aproximadamente R$ 575 mil (US$ 115 mil) em honorários e custas processuais. Em novembro de 2025, a moção anti-SLAPP apresentada pelos administradores contra Paris acabou sendo aceita pela Justiça. Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!",
"title": "Paris Jackson consegue decisão favorável em disputa milionária contra espólio de Michael Jackson"
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