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Conheça Luana Silva, a surfista que lidera o ranking mundial e sonha com título para o Brasil

Vogue | Moda, Beleza, Desfiles, Lifestyle e Celebridades [Unoff… May 10, 2026
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Aos 22 anos, Luana Silva é um dos nomes mais promissores do surfe brasileiro. A surfista assumiu a liderança do ranking feminino da WSL (World Surf League) mais de duas décadas após a primeira brasileira ter conquistado esse feito — e é a única representante do país na elite feminina do surfe mundial. Começou a temporada da melhor forma possível, eliminando grandes campeãs ao longo do caminho. "Se tu me falasse no começo do ano, ou no ano passado, que eu ia estar liderando o ranking mundial de CT [Championship Tour], acho que não acreditaria", diz à Vogue. A conquista, segundo ela, reflete o esforço e a dedicação dos últimos anos — e também a importância de uma equipe de suporte formada por técnico, preparadora física, psicólogo e família. Ela foi vice-campeã na Gold Coast, superada pela australiana Stephanie Gilmore, e em Margaret River, onde perdeu para a americana Lakey Peterson. Ainda assim, essas posições vieram com sabor de vitória. Luana conquistou a Tríplice Coroa Australiana, prêmio concedido à surfista mais consistente nas três primeiras etapas do Circuito Mundial na Austrália. Ela dividiu o troféu com Gabriel Medina, líder do ranking masculino — um momento histórico e inédito para o surfe brasileiro, que teve dois atletas no topo ao mesmo tempo. Luana será a primeira brasileira a vestir a lycra amarela, camisa usada pelo líder do ranking durante as competições, introduzida no surfe em 2014. Antes disso, Jacqueline Silva havia alcançado o topo do ranking em 2004. Initial plugin text Já em seu quarto Championship Tour, Luana não poupou ninguém. Em Margaret River, eliminou a octacampeã Stephanie Gilmore, a bicampeã Tyler Wright e a atual campeã mundial Molly Picklum. Em 2025, foi campeã mundial júnior — a primeira brasileira a conquistar o título — e competiu nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, realizados em Teahupo'o, no Taiti, terminando na quinta colocação. Filha de pai paulista e mãe capixaba, Luana cresceu no North Shore de Oahu, no Havaí, um dos cenários mais icônicos do surfe mundial. Pegou a primeira onda aos 4 anos, competiu pela primeira vez aos 8 e ganhou um campeonato nacional aos 12 — época em que declarou ao pai o sonho de ser campeã mundial. Ao longo dos anos, ampliou o repertório viajando por lugares como Indonésia, Maldivas, México e Taiti, tornando-se uma surfista completa, capaz de performar em diferentes tipos de onda. "O surfe também era uma forma de eu me expressar. Quando entro na água, consigo esquecer de tudo. É algo que me faz sentir muito bem. Renovo minhas energias surfando", afirma. Initial plugin text Para ela, apesar de o esporte carregar uma tradição masculina, esse contexto só serviu de motivação. Luana cresceu surfando com meninos e sempre quis superá-los. Em vez de se sentir intimidada, usou isso como combustível. "A minha geração está aumentando o nível. Estamos fazendo manobras mais radicais, encarando ondas maiores e mais pesadas. Sinto que está havendo essa mudança — as mulheres estão dominando os esportes considerados masculinos", comenta. Até 2022, competia pelo Havaí, mas, influenciada pela surfista e ídola Tatiana Weston-Webb — que tem uma história similar —, trocou a bandeira havaiana pela brasileira. A mudança também facilitou seu caminho olímpico. "O Havaí sempre vai estar no meu coração, porque foi onde cresci. Mas, quando passei a representar o Brasil, vieram muitas coisas boas. Nunca senti uma energia e uma torcida tão fortes quanto as daqui", diz. Hoje, é treinada por Leandro Dora, pai do atual campeão mundial Yago Dora e peça-chave na conquista do título mundial de Adriano de Souza em 2015. "Ele não é só o meu treinador, ele faz parte da minha família. É um segundo pai pra mim", diz Luana. Por trás do número 1 do ranking, há muito mais do que treino de força e horas na água. A surfista destaca o acompanhamento psicológico regular como parte fundamental da preparação. "Hoje em dia, sua cabeça tem que estar bem para competir bem", afirma. Apesar dos dois vice-campeonatos neste ano, o foco permanece inabalável: "Vencer uma etapa do circuito mundial é o meu objetivo", declara. A Nova Zelândia, palco da próxima rodada do torneio entre os dias 15 e 25 de maio, em Manu Bay, Raglan, pode ser onde esse sonho finalmente se torna realidade.

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