{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreigzdkvevrlk4uqpzaemgozt74vtrwrhlszcgpjnxxw6to2k7sdzci",
"uri": "at://did:plc:3ystn2dy2nww35joh7otwokt/app.bsky.feed.post/3mgmn3uagg552"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreicl3vudprinli2inhjmregjhptbpghrprrf5j4y7souuajlhkrirq"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 530109
},
"path": "/cultura/filmes/noticia/2026/03/as-10-melhores-atrizes-dos-ultimos-anos-segundo-o-oscar.ghtml",
"publishedAt": "2026-03-09T06:00:40.000Z",
"site": "https://vogue.globo.com",
"tags": [
"vogue"
],
"textContent": "\nTodo ano o Oscar cria seu próprio drama na categoria de Melhor Atriz. Existem as grandes apostas da temporada pelos cinéfilos, as performances que dominam a conversa crítica - e, às vezes, aquela atuação que aparece quase como um sussurro… até virar assunto inevitável. No ano passado, por exemplo, Fernanda Torres chegou à reta final entre as favoritas por Ainda Estou Aqui, mas a estatueta acabou nas mãos de Mikey Madison por Anora. A categoria adora esse tipo de reviravolta. Na corrida deste ano, que terá seu resultado divulgado durante a cerimônia que acontece no próximo domingo (15.03), o favoritismo parece bastante claro: Jessie Buckley vem dominando a temporada com Hamnet, uma interpretação intensa (e muito elogiada) da esposa de William Shakespeare que já levou prêmios importantes ao longo da temporada. Entre as outras concorrentes que orbitam a disputa estão Renate Reinsve por Valor Sentimental, Kate Hudson por Song Sung Blue e Emma Stone por Bugonia. Mas depois de assistir Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, fiquei com a sensação de que Rose Byrne poderia ser o azarão na categoria - e seria muito merecido. O filme é atordoante, com um leve tom cômico que surge justamente porque as situações chegam a um ponto inacreditável. Byrne carrega tudo nas costas - uma mulher beirando um colapso, que vive um desespero atrás do outro sem saber o que fazer, enquanto ferve por dentro. Não por acaso, a performance já rendeu a ela prêmios importantes da crítica, além de vitórias no Globo de Ouro e no Independent Spirit Awards. E é justamente esse tipo de atuação, que domina completamente um filme, que costuma definir a corrida de Melhor Atriz. Aliás, basta olhar para a última década do Oscar para entender isso. Nos últimos dez anos, a categoria virou um termômetro curioso do cinema recente, com atuações monumentais, surpresas polêmicas e alguns momentos históricos. Emma Stone já levou duas estatuetas no período, primeiro pelo musical La La Land: Cantando Estações e depois pela fantasia excêntrica Pobres Criaturas. Já Frances McDormand também retorna com dois personagens muito diferentes: a fúria silenciosa de Três Anúncios Para um Crime e a errância melancólica de Nomadland. No meio desse caminho ainda surgiram momentos que ficaram marcados na própria história do Oscar - como a vitória histórica de Michelle Yeoh por Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. Abaixo, relembramos as 10 melhores atrizes dos últimos anos, segundo o Oscar Mikey Madison — Anora (2025) \"Anora\" Reprodução No coração de Anora, filme de Sean Baker, está uma personagem que nunca parece totalmente previsível. Ani, uma stripper do Brooklyn, vê sua vida virar de cabeça para baixo ao se envolver impulsivamente com o filho de um oligarca russo. Mikey Madison conduz essa montanha-russa emocional com uma atuação cheia de energia e instinto, alternando humor, fragilidade e uma resistência feroz diante do caos que se instala ao redor da personagem. A categoria daquele ano reuniu performances muito celebradas pela crítica, entre elas Fernanda Torres por Ainda Estou Aqui e Demi Moore por A Substância. Emma Stone — Pobres Criaturas (2024) Filme \"Pobres Criaturas\" Divulgação Em Pobre Criaturas, Emma Stone entrega uma performance que parece crescer diante dos olhos do espectador. Bella Baxter, sua personagem, nasce adulta mas com a mente de uma criança e atravessa o mundo aprendendo - com espanto, humor e desejo - tudo aquilo que nos constitui. Sob a direção excêntrica de Yorgos Lanthimos, Stone constrói uma atuação física, curiosa, quase experimental. A disputa com Lily Gladstone (Assassinos da Lua das Flores) dominou a temporada e dividiu a crítica. A vitória marcou o segundo Oscar da atriz, confirmando sua transformação em uma intérprete cada vez mais ousada dentro do cinema autoral. Michelle Yeoh — Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (2023) Michelle Yeoh — Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo Divulgação A consagração de Michelle Yeoh foi histórica e emocional. Em Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo , a atriz interpreta uma imigrante chinesa sobrecarregada pela vida cotidiana que descobre existir em múltiplos universos. A performance exige tudo: artes marciais, comédia absurda, drama familiar e uma vulnerabilidade profunda. Durante a temporada, muitos críticos apostavam na vitória de Cate Blanchett por Tár, um retrato meticuloso de poder e queda no universo da música clássica. O Oscar acabou escolhendo Yeoh - e com ela escreveu história: a atriz tornou-se a primeira mulher asiática a vencer na categoria. Jessica Chastain — Os Olhos de Tammy Faye (2022) Jessica Chastain — Os Olhos de Tammy Faye Divulgação Jessica Chastain vinha construindo uma carreira de prestígio havia anos, e seu Oscar chegou com uma transformação completa. Em Os Olhos de Tammy Faye, ela encarna a televangelista Tammy Faye Bakker, figura extravagante da televisão religiosa americana dos anos 1980. Por trás da maquiagem elaborada, que também venceu o Oscar, Chastain encontra humanidade em uma personagem muitas vezes tratada como caricatura. A atriz venceu nomes fortes como Nicole Kidman (Apresentando os Ricardos) e Kristen Stewart (Spencer), consolidando um momento de reconhecimento para sua trajetória. Frances McDormand — Nomadland (2021) Frances McDormand in the film NOMADLAND. Photo Courtesy of Searchlight Pictures. © 2020 20th Century Studios All Rights Reserved (Foto: Divulgação) Vogue Poucas atrizes parecem tão confortáveis fora de qualquer glamour quanto Frances McDormand. Em Nomadland, dirigido por Chloé Zhao (que concorre a melhor direção no Oscar 2026), ela interpreta uma mulher que decide viver na estrada após o colapso econômico de sua cidade. Misturando ficção e realidade (muitos dos nômades do filme interpretam a si mesmos) McDormand cria uma presença silenciosa, observadora, profundamente humana. O prêmio veio em uma categoria forte que incluía Carey Mulligan por Bela Vingança. Foi o terceiro Oscar de atuação da atriz. Renée Zellweger — Judy (2020) Renée Zellweger — Judy Divulgação Ao interpretar Judy Garland em Judy, Renée Zellweger apostou em um retrato íntimo dos últimos meses da estrela de O Mágico de Oz. O filme acompanha Garland durante uma série de apresentações em Londres, quando sua saúde e suas finanças já estavam fragilizadas. Zellweger canta no próprio filme e constrói uma atuação que equilibra carisma e exaustão emocional. A vitória veio em uma temporada bastante competitiva, que incluía Scarlett Johansson por História de um Casamento. Olivia Colman — A Favorita (2019) Olivia Colman — A Favorita Divulgação Uma das vitórias mais inesperadas do Oscar recente. Em A Favorita, de Yorgos Lanthimos, Olivia Colman interpreta a instável e melancólica rainha Queen Anne. Sua atuação alterna vulnerabilidade e humor ácido com uma naturalidade impressionante. A atriz derrotou a favorita da temporada, Glenn Close por A Esposa, e ainda superou nomes pop como Lady Gaga por Nasce Uma Estrela. Revistas Newsletter Frances McDormand —Três Anúncios Para Um Crime (2018) Frances McDormand —Três Anúncios Para Um Crime Divulgação Antes de Nomadland, Frances McDormand já havia criado um dos personagens mais marcantes do cinema recente: Mildred Hayes. Em Três Anúncios Para Um Crime, Missouri, dirigido por Martin McDonagh, ela interpreta uma mãe que desafia publicamente a polícia local após o assassinato da filha permanecer sem solução. A performance, cheia de raiva e humor ácido, dominou a temporada e superou rivais como Saoirse Ronan em Lady Bird: A Hora de Voar. Emma Stone — La La Land (2017) Emma Stone — La La Land Divulgação Antes de seu mergulho no cinema mais experimental, Emma Stone conquistou o Oscar com um musical moderno que virou fenômeno cultural. Em La La Land, dirigido por Damien Chazelle, ela interpreta Mia, uma aspirante a atriz que tenta sobreviver às audições fracassadas enquanto sonha com Hollywood. A atuação, que envolve canto, dança e drama, venceu uma temporada forte, superando a intensa performance de Natalie Portman como Jackie Kennedy em Jackie. Brie Larson — O Quarto de Jack (2016) Brie Larson — O Quarto de Jack (2016) Divulgação Brie Larson tinha apenas 26 anos quando venceu o Oscar por O Quarto de Jack. No filme, dirigido por Lenny Abrahamson, ela interpreta uma jovem mantida em cativeiro por anos junto com o filho pequeno. A atuação impressionou pela intensidade emocional e pela delicadeza com que constrói a relação entre mãe e criança. Larson venceu nomes consagrados como Cate Blanchett por Carol, marcando o surgimento de uma nova geração de protagonistas em Hollywood.",
"title": "As 10 melhores atrizes dos últimos anos, segundo o Oscar"
}