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  "textContent": "\nQuando nem se pensava na possibilidade da propagação dos smartphones, nas redes sociais ou até mesmo na invenção de plataformas de streaming, no Brasil, as novelas reinavam como um dos maiores produtos de entretenimento e um dos formatos mais disputados entre a classe artística. Foi nesse lugar e momento que, na noite do dia 25 de agosto de 2003, dias depois de completar 8 anos, a atriz Bruna Marquezine comoveu grande parte do país no seu primeiro papel para um folhetim, em Mulheres Apaixonadas. Todos mergulharam no sofrimento e no choro da sua personagem Salete, que tinha acabado de perder sua mãe, Fernanda, interpretada por Vannessa Gerbelli, depois de ela ter sido atingida por balas perdidas durante uma troca de tiros entre bandidos e policiais. Escrita por Manoel Carlos, a novela bateu 55 pontos de audiência naquela noite, que foi só o ponto de partida da carreira da carioca de Duque de Caxias. Hoje, com 30 anos de vida e 25 de carreira em frente às câmeras, ela é uma das artistas mais benquistas do país e um dos nomes brasileiros que tem conquistado espaço no mercado internacional, tanto nos sets de filmagens como no apreço pelas grandes maisons de moda. “Essa cena foi quando percebemos a grandiosidade da personagem e o momento de virada na carreira da Bruna”, conta sua mãe, Neide Maia, que não permitia que sua filha assistisse aos episódios da novela em casa para que ela conseguisse separar o que era realidade e o que era ficção. “Ela passou a ser abordada na rua, batiam no nosso portão para fazer foto, mas meu objetivo sempre foi fazer com que a vida dela fora do set fosse a mais normal e pé no chão possível. Em Mulheres Apaixonadas, lembro que Tony Ramos foi essencial para essa dinâmica, os dois adoravam contar piadas um para o outro e, mesmo depois de cenas tensas de muito choro, o clima era leve.” Bruna Marquezine de Chanel na capa da Vogue Brasil de março 2026 Vogue Brasil/ MAR+VIN Muito longe de ser uma nepobaby, Bruna e sua mãe, que era dona de casa, desvendaram esse mercado juntas sem qualquer conhecimento, instrução ou relação com pessoas relevantes. Segundo Neide, tudo começou por causa de um mix de intuição, um orgulho de mãe, que achava que tudo que sua filha fazia era lindo, e o talento óbvio de Bruna. “Aconteceu muito rápido, do momento em que ela mostrou interesse em fazer um curso de passarela, aos 5 anos, à sua primeira novela na Globo, foram menos de dois anos. Todos que trabalhavam com ela falavam da facilidade que ela tinha para aquele ofício.” Mesmo tendo passado grande parte da sua carreira nos estúdios do antigo Projac, onde gravou 11 novelas, diversas participações em séries e especiais da Rede Globo – com quem reincidiu contrato depois de 17 anos, em janeiro de 2020 –, hoje é no cinema que ela encontrou o formato que faz mais sentido para este momento da sua carreira. “O que eu mais gosto de fazer é cinema, tem algo a respeito da obra fechada, com início, meio e fim, que é gratificante. A possibilidade de criar personagens mais coesos e com mais profundidade me atrai muito, pois você não precisa contar com a resposta do público ou depender do próximo bloco de capítulos que vai chegar”, diz Bruna, que começou sua carreira na sétima arte ao estrelar a personagem Maria no filme Xuxa Abracadabra, aos 7 anos. “Eu lembro que esse set de filmagem tinha gosto de brincadeira e me dava uma sensação de pertencimento, que é uma coisa que todo ser humano tem sede. Esse é o senso de família que a arte nos dá, sou presenteada com uma nova família a cada projeto.” Bruna Marquezine usa casaco, blusa, saia e sapatos, tudo CHANEL Vogue Brasil/ MAR+VIN Saiba mais Seu clã no momento é integrado por ninguém mais, ninguém menos que Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos e Vera Fischer. No filme Velhos Bandidos, previsto para ser lançado no dia 26 deste mês, ela contracena com esses grandes mestres da dramaturgia brasileira ao interpretar Nancy, uma bandida muito ambiciosa que quer viver um estilo de vida grandioso. A convite do diretor Cláudio Torres, ela diz que, quando soube que Fernanda Montenegro participaria do filme, aceitou o papel sem nem pensar. “Era a primeira vez que eu fazia uma comédia, fiquei feliz porque o humor é algo muito presente na minha vida. Sempre achei que a arte não rotulava, mas a indústria rotula, então acabamos sempre fazendo mais dos mesmos papéis, mais dos mesmos gêneros. Foi uma situação delicada, porque eu estava ali no meio de veteranos, de artistas que dominam o gênero, tentava não me afogar, não virar uma mera telespectadora deles”, lembra. “Foi muito especial poder ver também a interação entre dona Fernanda e [seu filho] Cláudio no set. Quase não sobrava tempo para dinâmica familiar, mas era bonito ver o afeto entre eles e a intimidade… Em uma cena, ela passou um pouco da marcação dela, e eu e o Vlad continuamos normalmente, aí o Cláudio simplesmente puxou a dona Fernanda pela roupa, a ponto de ela descolar os pés do chão. O Vlad só verbalizou o que eu estava pensando: ‘Cláudio, é a dona Fernanda Montenegro. Tenha cuidado pelo amor de Deus’.” Bruna Marquezine usa casaqueto, blusa, saia e sapatos, tudo CHANEL Vogue Brasil/ MAR+VIN Além do novo longa, o ano de 2026 traz outras novidades para Bruna – tanto no âmbito profissional como fora dele. A atriz, ainda que muito reservada, pulou o Carnaval em Salvador com o cantor canadense Shawn Mendes, com quem vem vivendo um clima de romance. Já nas telas, estrela a segunda temporada de Amor da Minha Vida, no Disney +, e a nova série original da HBO Max baseada no best-seller de Carla Madeira, Véspera. No papel de Veneza, ela divide o protagonismo com o ator Gabriel Leone na trama que aborda um drama familiar focado em relações complexas, traumas e abandono. Pelo olhar da sua agente Juliana Montesanti, esse é o melhor trabalho dela até hoje. “Se a gente pensar, apesar de a Bruna estar nesse mercado há muito tempo, o registro que ela tem de trabalho enquanto mulher adulta em outros formatos, sem ser novela, é muito recente. Ela saiu da Globo em 2019, quando tinha 23 anos e, agora, já tem 30. Teve uma pandemia no meio, uma greve dos roteiristas nos Estados Unidos. Fizemos cinco trabalhos, não é tanta coisa. Então, eu acho que as pessoas, os diretores, o mercado têm percebido essa construção de repertório, mas ainda estamos no começo do que a gente quer traçar”, garante Juliana. Na hora de escolher papéis e testes junto à atriz, ela conta que Bruna tem priorizado trabalhos em que possa mostrar sua versatilidade artística. “O que ela mais quer é um personagem em que esteja irreconhecível; queremos quebrar esse paradigma de imagem dela.” Revistas Newsletter Mesmo depois de gravar Besouro Azul, em 2022, nos Estados Unidos, Bruna não pensou em uma vida lá fora. “Prometo há dois anos para os meus agentes em Los Angeles que vou me mudar para lá e, há dois anos, eu enrolo eles. Tenho muita dificuldade de deixar o Brasil. Amo o Rio de Janeiro. Acho que LA é uma cidade que me gera certa ansiedade por não conseguir me descolar do trabalho. Não vejo a minha carreira como nacional ou internacional. Se internacionalizar a minha carreira significa parar de trabalhar no Brasil, eu nem cogito”, diz. “Hoje, tenho muito mais forte em mim um chamado de levar o que é produzido no Brasil para fora do que fazer o trajeto contrário. O mundo precisa estar exposto a outra realidade que não só as histórias de Hollywood, as histórias dos Estados Unidos.” Principalmente agora que o cinema brasileiro é um dos mais celebrados do mundo depois de Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, serem ovacionados em premiações internacionais, mostrando para todos o compromisso que os brasileiros têm em celebrar a própria cultura e o nosso poder de engajamento nas redes sociais. “Sinto que a gente sempre soube que o nosso cinema era um dos melhores do mundo, mas o resto do mundo não sabia.” Efeito disso, o Globo de Ouro realizará no dia 18 deste mês, no Copacabana Palace, o Golden Globes Tribute Awards Brasil, primeira edição brasileira de um evento oficial da premiação, que será apresentado por Bruna e Lázaro Ramos. “Esse setor ainda carece de incentivo, principalmente financeiro. Então, é um momento de muita esperança também nesse quesito”, diz ela, que presenciou, a convite da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o primeiro Oscar ganhado pelo Brasil em 2025. “De todas as pessoas que estavam lá, quem eu mais queria ver era a Fernanda Torres.” Esta é uma parte da matéria Garota Nacional da edição de março da Vogue Brasil, que chegas às bancas a partir do dia 12.03.",
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