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"publishedAt": "2026-03-13T16:46:00.003Z",
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"textContent": "\n\n\n\nMaurício Zanforlin é CEO do Grupo Marista\n _Divulgação Grupo Marista_\n\n\n\n\n _*Por Maurício Zanforlin_\n\nSe há poucos anos a previsão de que a educação se tornaria um dos setores mais transformados pela tecnologia soava ousada, hoje ela se confirma em ritmo acelerado. De acordo com o levantamento Startup Landscape: EdTech 2024, da Liga Ventures, o Brasil conta atualmente com 423 _startups_ de tecnologia educacional ativas, com forte presença nos segmentos de educação corporativa, capacitação profissional, formação tecnológica e conteúdos educacionais. Já o EdTech Report 2025, da Distrito, indica que o país concentra mais de 47% das mais de 1.300 EdTechs da América Latina, consolidando sua liderança regional.\n\nEssa evolução demonstra que a integração entre educação e tecnologia deixou de ser diferencial competitivo para se tornar requisito básico. Não se trata apenas de equipar salas de aula com dispositivos ou garantir acesso à internet: o verdadeiro desafio está em utilizar esses recursos para ampliar o alcance, personalizar a aprendizagem, criar experiências mais engajadoras e, acima de tudo, reduzir desigualdades educacionais.\n\nPara que isso ocorra, a estratégia de negócios de instituições e empresas do setor precisa estar alinhada a uma visão de longo prazo, que una inovação e impacto social. A conexão entre _startups_ e organizações consolidadas já vem despertando interesse de investidores e resultando no desenvolvimento de soluções que repensam desde metodologias de ensino até modelos de gestão educacional.\n\nO levantamento da Liga Ventures aponta ainda que 13% das EdTechs brasileiras já utilizam inteligência artificial em soluções como tutores virtuais, personalização de conteúdos e avaliações adaptativas. Os modelos de negócio variam entre venda direta, clubes de assinatura e marketplaces, com forte presença tanto no ensino básico quanto no ensino superior. Mas a questão central vai além da tecnologia ou da receita: como garantir que a inovação esteja a serviço de uma educação mais acessível e de qualidade?\n\nNo cenário atual, diversas iniciativas mostram como a tecnologia pode transformar a experiência de aprendizagem e a gestão escolar. Plataformas adaptativas já empregam IA para criar trilhas de estudo personalizadas, ajustando conteúdos ao ritmo e às necessidades de cada aluno. Soluções de avaliação e feedback oferecem relatórios detalhados e indicadores de desempenho, permitindo que educadores tomem decisões mais assertivas e intervenham no momento certo. No campo da gestão, superapps centralizam comunicação, tarefas administrativas e acompanhamento pedagógico, facilitando a rotina das escolas e fortalecendo a relação com famílias e comunidades. Há também tecnologias voltadas ao desenvolvimento de competências específicas, como leitura, escrita e produção de conteúdo, que utilizam métodos interativos e dados para potencializar o aprendizado.\n\nO momento é decisivo: a revolução educacional já está em curso e seu sucesso dependerá da capacidade de equilibrar tecnologia, propósito e qualidade. Conduzida de forma consciente e ética, essa transformação poderá gerar, mais cedo do que imaginamos, impactos positivos que ultrapassem os muros das instituições e alcancem a sociedade como um todo.\n\n\n_*Maurício Zanforlin é CEO do Grupo Marista._\n\n_\n_",
"title": "Uma revolução educacional: a tecnologia como estratégia de negócio",
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