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  "textContent": "\n\n#\n\nO encontro reuniu autoridades do Brasil e da Índia, lideranças empresariais e representantes de setores estratégicos para debater desafios e oportunidades. - Foto: Ricardo Stuckert / PR\n\nO presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado, 21 de fevereiro, em Nova Délhi, do Fórum Empresarial Brasil-Índia 2026. Durante o evento, o Brasil formalizou diversas parcerias com o país asiático. O encontro reuniu autoridades das duas nações, lideranças empresariais e representantes de setores estratégicos para debater desafios e oportunidades.\n\n“Eventos como este impulsionam o desenvolvimento nacional e o avanço de tecnologias inovadoras. Também atraem investimentos que geram oportunidades e renda para os trabalhadores. A distância entre o Brasil e a Índia é apenas um detalhe diante do potencial de nossa amizade”, destacou o líder brasileiro.\n\n> Não queremos apenas vender. Queremos comprar, investir e consolidar nossa presença na Índia, com transferência de tecnologia e formação de pessoal. Os acordos assinados pela Embraer com o Grupo Adani e a Mahindra vão propiciar a produção de aeronaves comerciais e de defesa aqui na Índia”.\n>\n> _LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA_\n>  _Presidente da República_\n\nLula ressaltou o desejo de ampliar o intercâmbio comercial com a Índia. “O primeiro-ministro Modi e eu nos comprometemos a trabalhar para chegarmos a 20 bilhões de dólares de intercâmbio em poucos anos. Não será surpresa se em 2030, ao invés de 20 bilhões de dólares, a gente chegar a 30 bilhões de dólares em comércio entre os dois países. É só correr atrás”, frisou.\n\nA competitividade da indústria brasileira em setores como o aeronáutico e o espacial foi outro ponto levantado pelo presidente Lula. “Não queremos apenas vender. Queremos comprar, investir e consolidar nossa presença na Índia, com transferência de tecnologia e formação de pessoal. Os acordos assinados pela Embraer com o Grupo Adani e a Mahindra vão propiciar a produção de aeronaves comerciais e de defesa aqui na Índia”, disse.\n\n**COOPERAÇÃO**  — Em seu discurso, o líder brasileiro também indicou que as oportunidades são inúmeras nos setores de ponta — como tecnologia da informação, inteligência artificial, biotecnologia e exploração espacial. “A Parceria Digital com a Índia é a primeira dessa natureza assinada pelo Brasil. Ela reunirá a cooperação em inteligência artificial, computação de alto desempenho e startups de base tecnológica”, afirmou.\n\nSobre o acordo de Cooperação em Micro, Pequenas e Médias Empresas assinado neste sábado (21), Lula enfatizou que ele vai apoiar a troca de experiências em um setor vital para a geração de empregos.\n\n“Vocês, empresárias e empresários, serão centrais para que essas oportunidades se tornem realidade. Parafraseando a primeira-ministra Indira Gandhi ao visitar o Brasil em 1968, o futuro não chega por si só — precisamos desejá-lo. Vamos ao trabalho”, concluiu o presidente Lula.\n\nHoje participei do Fórum Empresarial Brasil-Índia. Faço questão de participar de fóruns empresariais em todas as minhas viagens ao exterior. Este é o vigésimo fórum deste tipo que realizamos em nossas viagens de trabalho e comércio, mas nenhum outro esteve tão presente no meu… pic.twitter.com/IF8RF3SSH0\n\n> — Lula (@LulaOficial) February 21, 2026\n\n**MEDICAMENTOS**  — O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, neste sábado (21), três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) estratégicas para a produção nacional de medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). Os acordos representam investimento estimado por parte do Ministério de até R$ 722 milhões no primeiro ano, podendo chegar a R$ 10 bilhões em 10 anos, a partir do uso do poder de compra do Estado para ofertar aos pacientes do SUS os medicamentos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe. A formalização ocorreu durante o Fórum Empresarial Brasil–Índia.\n\nA iniciativa integra a estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, retomada por este governo, garantindo o abastecimento de fármacos, promovendo a transferência de tecnologia e ampliando a autonomia produtiva nacional. As PDPs contemplam três medicamentos utilizados no tratamento de diferentes tipos de câncer, como os de mama, pele e leucemias.\n\nOs acordos envolvem laboratórios públicos brasileiros e parceiros privados nacionais e indianos, com foco na internalização da produção e no desenvolvimento tecnológico. Com a fabricação no país, o Ministério da Saúde busca reduzir a dependência externa de medicamentos estratégicos, assegurar maior estabilidade no fornecimento e ampliar o acesso da população a terapias de alta complexidade.\n\nA produção do nivolumabe envolve a cooperação entre a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma), como parceiro público, e a Bionovis S.A. (Companhia Brasileira de Biotecnologia Farmacêutica) e a Dr. Reddy’s Laboratories Ltda. (farmacêutica indiana), como parceiros privados.\n\nJá a fabricação do pertuzumabe será feita em parceria com a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma) como parceira pública, e as empresas Bionovis S.A. e Biocon Biologics do Brasil Ltda., como parceiras privadas.\n\nA PDP para a produção dodasatinibe, por sua vez, será realizada em parceria entre a Fundação para o Remédio Popular (FURP), a Biocon Pharma Ltda. e a Nortec Química S.A.\n\n**FIOCRUZ**  — A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também reforçou a agenda bilateral com a assinatura de dois Memorandos de Entendimento (MdE) com empresas farmacêuticas indianas, ampliando a cooperação internacional em pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos estratégicos para o Brasil.\n\nUm dos acordos foi firmado com a Biocon Pharma, com foco na transferência de tecnologia e produção de tratamentos para doenças raras, câncer e terapias imunossupressoras. O outro, com a Lupin, prevê desenvolvimento conjunto, produção local e fortalecimento de capacidades industriais e regulatórias voltadas a medicamentos para doenças infecciosas negligenciadas, como tuberculose, malária, esquistossomose, hanseníase e doença de Chagas.\n\n**CONTINUIDADE**  — Além disso, o ministro Padilha também participou da assinatura de termo aditivo ao Memorando de Entendimento entre Brasil e Índia, que prorroga por cinco anos a cooperação bilateral em saúde. O acordo amplia iniciativas conjuntas em áreas como produção de medicamentos, vacinas e insumos farmacêuticos ativos, biofabricação, inovação produtiva, desenvolvimento de biológicos, saúde digital, telessaúde e inteligência artificial.\n\nA cooperação também prevê intercâmbio técnico em áreas estratégicas, como oncologia, diabetes, doenças cardiovasculares e prevenção de doenças crônicas, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas de saúde.\n\n**APEX**  — O Fórum Empresarial Brasil-Índia 2026 foi realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).\n\nA missão presidencial marcou, ainda, a inauguração do primeiro Escritório da ApexBrasil na capital indiana, pelo presidente da Agência, Jorge Viana, consolidando a expansão internacional da instituição. Atualmente, a Agência possui escritórios em Bogotá (Colômbia), Miami (EUA), São Francisco (EUA), Nova York (EUA), Bruxelas (Bélgica), Lisboa (Portugal), Moscou (Rússia), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Pequim (China) e Xangai (China). O espaço em Nova Délhi será o 11º escritório internacional da Agência, além das representações que possui na África do Sul, Nigéria, Singapura (Singapura), Shenzen (China) e Washington-DC (EUA).\n\n\n\n\n\n\n",
  "title": "Lula no Fórum Empresarial Brasil-Índia: “Eventos como este impulsionam o avanço de tecnologias inovadoras”",
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