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  "publishedAt": "2026-02-12T15:03:01.213Z",
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  "textContent": "\n\n\n\n_Marcelo Mendes*_\n\n\n\nO mundo atravessa uma aceleração inédita da demanda por eletricidade. O avanço dos data centers impulsionados por IA, a digitalização crescente, a eletrificação de transportes e indústrias e o agravamento das ondas de calor estão redesenhando o mapa energético global. A questão central para empresas, governos e operadores é direta: o setor elétrico está preparado para esse salto estrutural?\n\nSegundo a _International Energy Agency_  (IEA), o consumo global de eletricidade deve crescer até 2026 em um dos ritmos mais intensos das últimas décadas, inaugurando a chamada “Era da Eletricidade”. Já em 2026, a demanda mundial deve ultrapassar 29 mil TWh, impulsionada por veículos elétricos, bombas de calor, expansão de data centers e pelo crescimento econômico e tecnológico de países como China e Índia. Apenas os data centers, por exemplo, avançam a taxas próximas de 12% ao ano.\n\nAinda de acordo com o IEA, projeta-se que mais de 90% da demanda prevista para 2026 deve ser atendida por fontes de baixa emissão, com as renováveis ultrapassando o carvão como principal fonte global de eletricidade.\n\nEsse movimento abre oportunidades significativas para o mercado de transmissão e distribuição: condutores, acessórios e conectores vivem forte expansão, com estimativas que apontam para a duplicação desse segmento global até 2034. Mas também expõe fragilidades estruturais, como:  desafios técnicos, regulatórios e industriais que exigem planejamento e investimento acelerados.\n\nDiante disso, a indústria de conectores elétricos, frequentemente percebida como um elo discreto, torna-se estratégica para garantir continuidade, segurança e eficiência às redes. Seu papel é objetivo e crítico.\n\nConectores são fundamentais em diversos pontos que vão desde confiabilidade que contribuem na redução de perdas e minimizam o aquecimento e evitam falhas que possam interromper o fornecimento, à eficiência; segurança; estabilidade sistêmica, ao fortalecer a resiliência das redes, especialmente diante da integração de fontes renováveis e condições ambientais extremas; e, por fim, proteção, garantindo conexões adequadas de aterramento e prevenindo danos a equipamentos e pessoas.\n\nEm resumo, se por um lado o cenário é positivo porque há avanço, há mercado e há oportunidade, por outro, sabemos que a preparação da indústria de conectores não é homogênea. O ritmo global da transição energética ainda supera a estrutura disponível para sustentá-la.\n\nSim, a Era da Eletricidade já começou. A eletrificação deixou de ser tendência para se tornar base da economia moderna, pressionando redes, distribuidoras e toda a cadeia de componentes. Para acompanhar esse novo ciclo, o setor elétrico precisará combinar três pilares: planejamento, industrialização e inovação.\n\nE, dentro dessa engrenagem, a indústria de conectores assume um papel determinante ao garantir que a energia chegue onde precisa chegar, com segurança, eficiência e confiabilidade. Não se trata de supervalorizar o setor, mas de reconhecer que, sem conexões robustas e padronizadas, nenhuma expansão renovável, digital ou industrial se sustenta.\n\nA demanda cresce. O mercado se transforma. A oportunidade está diante de nós. A pergunta é inevitável: estamos prontos para conectar o futuro?\n\n\n\n\n\n\n***Marcelo Mendes é gerente geral da KRJ Conexões. É economista e executivo de marketing e vendas do setor eletroeletrônico há mais de 15 anos, e com atuação em vários mercados internacionais.**",
  "title": "Opinião: A expansão da demanda elétrica global e o impacto no setor elétrico",
  "updatedAt": "2026-02-12T15:03:15.054Z"
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