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"textContent": "### Dispositivo eletrônico portátil contribui para otimizar atendimentos e garantir precisão de dados dos cidadãos nos sistemas de saúde\n\n**Por**\n\nAgência Brasília* | Edição: Paulo Soares\n\nMais de 1,6 mil tablets estão sendo utilizados por agentes comunitários de saúde (ACSs), equipes de Consultório na Rua (eCR) e profissionais que realizam ações fora das unidades da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para agilizar atendimentos, qualificar registros e garantir a precisão das informações dos cidadãos nos sistemas oficiais do Sistema Único de Saúde (SUS).\n\nA iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF) é um passo estratégico para a transformação digital da Atenção Primária à Saúde (APS). Cada agente da SES-DF recebeu um tablet com capa protetora, caneta digitalizadora e pacote de dados móveis, que substitui o uso de fichas em papel. Com isso, o registro das ações é feito diretamente nos aplicativos oficiais do Ministério da Saúde, como o e-SUS Territórios, integrados com o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e com Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS). Os servidores também podem acessar os sites da Secretaria de Saúde e do Portal InfoSaúde.\n\n**Experiência**\n\nA iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF) é um passo estratégico para a transformação digital da Atenção Primária à Saúde (APS) | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF\n\nPara a ACS há mais de 20 anos, Valdenira Rodrigues de Santana, os tablets oferecem maior celeridade e facilidade no atendimento ao cidadão. “Com as anotações em papel, tínhamos que registrar tudo na hora da visita e, às vezes, devido à quantidade de folhas, alguma podia ser perdida. Agora, o número de visitas aumentou”, contou. “Além disso, aqui no tablet, nós temos todas as ferramentas agregadas, o que facilita o acompanhamento”, ressalta.\n\nA atuação dos agentes compreende uma variedade de ações que vão desde o levantamento de informações até o acompanhamento mais de perto das pessoas atendidas, desde recém-nascidos, gestantes, hipertensos, diabéticos, pessoas acamadas, entre outros. Dalva Maria da Silva, 79 anos, é exemplo de uma paciente que recebe frequentemente as visitas dos agentes e relatou ser grata pelo atendimento. “Sinto um alívio quando vêm as visitas. Já estava hoje pensando em que horas a Valdenira ia vir visitar”, conta.\n\n**Modernização**\n\nOs equipamentos foram obtidos por meio de contrato que inclui suporte técnico, conectividade móvel e seguro contra danos, furtos e roubos. Serão investidos cerca de R$ 5 milhões por dois anos.\n\nSegundo o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, o objetivo é auxiliar o trabalho dos servidores e oferecer mais agilidade. “Os tablets reduzem o retrabalho, minimizam os riscos de perda de informações, aumentam a agilidade no envio dos dados entre equipes e gestão. Na prática, isso se traduz em mais tempo para o cuidado direto ao cidadão e maior qualidade da informação para gestão em saúde”, reforçou.\n\nA atuação dos agentes compreende uma variedade de ações que vão desde o levantamento de informações até o acompanhamento mais de perto das pessoas atendidas\n\nDe acordo com o diretor da Estratégia Saúde da Família da SES-DF, Ricardo Ramos, a digitalização vai acelerar o fluxo de informações e aproximar o atendimento do cidadão. “O principal impacto é a disponibilidade da informação em tempo real. Durante a visita, o agente vai ter a informação, por exemplo, se a vacina está em dia. O usuário não vai precisar mais ir até a Unidade Básica de Saúde para conferir”, explicou.\n\nA escolha dos tablets foi resultado de uma análise técnica de usabilidade e custo-benefício. “Optamos pelo tablet após avaliação comparativa com outros dispositivos, como o smartphone. O equipamento oferece melhor visualização e precisão na digitação dos registros, reduz o risco de erro e garante a transmissão correta dos dados aos sistemas oficiais. Essa padronização é fundamental para assegurar a qualidade das informações e fortalecer o planejamento das ações em saúde”, explicou a gerente de Qualidade na Atenção Primária da SES-DF, Lídia de Oliveira.\n\nCom mais de 20 anos de atuação, a ACS Juliana Ferreira Soares, 41 anos, celebrou a nova ferramenta. “Tudo já estava muito automatizado, já fazíamos tudo pelo sistema, mas precisávamos andar com uma pasta e muitos papéis. Agora, tudo fica registrado no sistema; é mais rápido e prático”, conclui.\n\n\n\n\n\n_*Com informações da SES-DF_\n\n _\n_",
"title": "GDF utiliza 1,6 mil tablets para agilizar cuidado à saúde da população",
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