External Publication
Visit Post

INSS regulamenta pensão especial para órfãos de feminicídio; veja quem tem direito

JD1 Notícias – A notícia no seu celular [Unofficial] May 31, 2026
Source
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) regulamentou, por meio da Portaria PRES/INSS nº 1.961/2026, a concessão da pensão especial destinada a filhos e dependentes de mulheres vítimas de feminicídio. O benefício, previsto na Lei nº 14.717/2023, garante o pagamento mensal de um salário mínimo a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Para ter direito à pensão, o dependente deve ter menos de 18 anos e comprovar renda familiar per capita igual ou inferior a um quarto do salário mínimo. O cálculo será feito com base nos dados do CadÚnico, considerando a soma da renda bruta dos moradores do mesmo domicílio dividida pelo número de integrantes da família. Benefícios assistenciais, como o Bolsa Família, não entram na composição da renda. Também têm direito ao benefício os dependentes de mulheres transgênero, desde que o crime seja reconhecido como feminicídio. A portaria define como dependentes não apenas os filhos, mas também enteados e menores sob guarda ou tutela, desde que comprovada a dependência econômica em relação à vítima.  Menores sob tutela do Estado também são incluídos, com valores reservados até reintegração familiar, colocação em família substituta ou alcance da maioridade. A regulamentação estabelece restrições importantes, como a proibição de que o autor, coautor ou partícipe do crime represente o menor no processo de solicitação. O benefício também não pode ser acumulado com outras aposentadorias ou benefícios previdenciários ou militares, sendo necessário optar pelo mais vantajoso. Além disso, a pensão não gera direito ao 13º salário e não sofre descontos. O pedido deve ser feito individualmente para cada dependente, com apresentação de CPF e documento de identificação ou certidão de nascimento, inscrição atualizada no CadÚnico e documentos que comprovem o crime, como prisão em flagrante, prisão preventiva, denúncia do Ministério Público ou sentença condenatória. O pagamento terá início a partir da data do requerimento e será revisado a cada 24 meses pelo INSS, que verificará a atualização cadastral e o andamento do processo criminal. O benefício poderá ser encerrado quando o beneficiário completar 18 anos, em caso de morte, aumento da renda familiar acima do limite por período superior a 24 meses ou decisão judicial definitiva que descaracterize o feminicídio. JD1 No Celular Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.

Discussion in the ATmosphere

Loading comments...