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  "publishedAt": "2026-04-24T15:38:00.000Z",
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  "textContent": "No Tribunal do Júri em Campo Grande, Guilherme Martins Lima, de 26 anos, o “Alemãozinho”, acusado de assassinar a tiros Wilver Sander de Souza, de 31 anos, vulgo “Corumbá”, negou ser o autor dos disparos no crime ocorrido em 5 de abril de 2025, na região da Orla Ferroviária.\n\nAo ser questionado pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, que preside a sessão, o réu negou ser traficante de drogas, mas admitiu ser \"usuário\". Ele afirmou frequentar a região onde ocorreu o crime para comprar entorpecentes.\n\nSobre as armas encontradas em sua residência, no contexto da ação policial realizada durante as investigações do homicídio, declarou, \"eles [polícia] apresentaram tudo na delegacia, invadiram minha casa\". \n\nEm seguida, alegou que o material não lhe pertencia, \"eu abriguei a menina que ficou em outro quarto da minha casa, e foi encontrado no quarto que ela estava, não no meu\". Ainda sustentou que os armamentos seriam da mulher com quem mantinha relação, \"um rolo\", declarou. \n\nO acusado classificou como \"inverdade\" a acusação de que teria matado “Corumbá” em razão de disputa pelo tráfico de drogas, como apontado nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).\n\nDurante o interrogatório, afirmou que a confissão apresentada anteriormente não seria verdadeira, \"Fui espancado\", disse, acrescentando, \"Eu inventei em cima da hora, eu inventei foi o que eu falei\".\n\nEle também confirmou que esteve no local no dia dos fatos. Segundo o réu, foi até a Orla Ferroviária de Uber, acompanhado de uma criança e de uma mulher com quem tinha um relacionamento, para comprar maconha. Disse que deixou o local após ouvir os disparos, \"todo mundo saiu correndo... ali é região perigosa\".\n\nApós sair da cena, relatou que não foi direto para casa, permaneceu em um \"churrasquinho\", apesar de ter informado o endereço residencial no aplicativo de transporte. Ao ser questionado pelo promotor de Justiça João Augusto Arfeli Panucci, representante do Ministério Público (MPMS), voltou a alegar que a confissão ocorreu sob coação. \n\nDisse que sofreu agressões, \"fui espancado\" e também \"sufocamento\". Segundo ele, \"só repetiu o que eles mandaram\", afirmando que policiais teriam ordenado, \"mandaram eu confessar\". Sobre não ter relatado as supostas agressões na audiência de custódia, afirmou, \"não tem conhecimento\".\n\nEm outro momento, declarou: \"pode puxar na internet é normal policial fazer o uso da força\". O réu disse ainda que comunicou o juiz durante a custódia sobre as agressões e afirmou, \"o delegado viu as agressões\".\n\nDurante o interrogatório, também reclamou da situação no sistema prisional, \"Não é fácil ser preso, estão dizendo lá dentro que sou de facção rival\". Acrescentou, \"me denominaram como chefe do tráfico que não existe\". Por fim, voltou a negar envolvimento com o tráfico e a posse das armas, reforçando que os materiais apreendidos estavam no quarto da mulher que ele teria abrigado.\n\nDefesa sustenta negativa de autoria no Tribunal do Júri\n\nA defesa do réu é patrocinada pelos advogados Aparecido Tinti Rodrigues de Farias e Matias Alves da Costa. Ao JD1 Notícias, a defesa confirmou que irá sustentar aos jurados a \"tese de negativa de autoria\".\n\nSegundo os advogados, o próprio acusado nega participação no crime. \"Ele fala que não foi ele. Ele teve no local, comprou droga e foi embora pra namorada. Ele levou a namorada e o filho dela pro local pra matar o cara?\", questiona.\n\nO julgamento segue, cabendo ao Conselho de Sentença decidir se o réu será condenado ou absolvido. Guilherme responde ao processo preso, compareceu à sessão de julgamento e já acumula anotações criminais.\n\nJD1 No Celular\n\nAcompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.\n\n@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@",
  "title": "Réu diz ao juiz que confessou assassinato na Capital após ser espancado por policiais"
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