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"publishedAt": "2026-03-07T14:31:00.000Z",
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"Política"
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"textContent": "As discussões sobre uma possível federação entre PSOL e PT aprofundaram divisões internas no PSOL e isolaram politicamente a ala ligada ao ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e à deputada federal Erika Hilton (SP), que defendem o acordo eleitoral. O tema será debatido neste sábado (7), em reunião virtual da executiva nacional do partido.\n\nAs federações partidárias permitem que siglas atuem de forma conjunta nas eleições, somando tempo de TV e quociente eleitoral, embora mantenham nome e número próprios. Esse tipo de aliança precisa ser formalizado até abril do ano eleitoral e tem duração mínima de quatro anos.\n\nA corrente Revolução Solidária, ligada a Boulos, Erika Hilton e à ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, defende que a federação com o PT fortaleceria a esquerda e ajudaria a enfrentar o avanço da extrema direita. O grupo também argumenta que a aliança garantiria maior segurança diante da cláusula de barreira, que exige desempenho mínimo nas eleições para que partidos tenham acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão.\n\nPara as eleições de 2026, os partidos precisarão eleger pelo menos 13 deputados federais ou alcançar 2,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em ao menos nove estados. Segundo os defensores da federação, a estrutura nacional do PT poderia ampliar o alcance das candidaturas do PSOL.\n\nApesar disso, a proposta enfrenta resistência dentro da legenda. Correntes como o Movimento Esquerda Socialista (MES) e a Primavera Socialista, grupo majoritário do partido, avaliam que a federação pode reduzir o número de candidaturas próprias ao Legislativo, já que as vagas teriam de ser divididas entre todas as siglas da aliança.\n\nAtualmente, o PSOL já integra uma federação com a Rede Sustentabilidade desde 2022. Caso se una ao PT, também teria de dividir espaço com PCdoB e PV. A direção da Rede já indicou que não permanecerá federada com o PSOL se o partido decidir se juntar aos petistas.\n\nOutro ponto de crítica é a possibilidade de o PSOL ser obrigado a apoiar candidaturas estaduais que não fazem parte de sua linha política, como as de Helder Barbalho (MDB), no Pará, e Eduardo Paes (PSD), no Rio de Janeiro.\n\nLideranças históricas do partido também se manifestaram contra a federação, entre elas Luiza Erundina, Luciana Genro, Ivan Valente e o deputado Chico Alencar, que defende a manutenção da independência política do PSOL, apesar do apoio ao PT em disputas presidenciais de segundo turno.\n\nO debate interno também revela um novo rearranjo entre as correntes do partido, com grupos tradicionalmente aliados assumindo posições diferentes na discussão. Parte da resistência, segundo dirigentes, também está ligada à aproximação política de Boulos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.",
"title": "PSOL se divide sobre federação com PT"
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