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"publishedAt": "2026-02-22T13:41:00.000Z",
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"Comportamento"
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"textContent": "O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, realizou uma cirurgia de captação de órgãos que beneficiou três pacientes com fígado e rins de uma doadora de 44 anos, que teve morte encefálica.\n\nA psicóloga hospitalar Larissa Beatriz Andreatta, que atua na UTI adulto, explicou o atendimento à família e à paciente. \"Com a morte cerebral, acionamos a equipe do hospital que trabalha nesta função e, junto com os profissionais da UTI, acolhemos a família e informamos sobre a possibilidade e oportunidade de doação\", enfatiza.\n\nEla se refere à Equipe Hospitalar de Doação de Transplante (e-DOT), antiga Cihdott, responsável por identificar potenciais doadores, notificar casos e acompanhar famílias durante todo o processo de autorização. A equipe também esclarece dúvidas, capacita profissionais e promove ações de conscientização.\n\nA coordenadora da e-DOT no HU-UFGD/Ebserh, enfermeira Ely Bueno da Silva Bispo, comentou que o assunto ainda é delicado e tabu para muitas famílias. \"Ainda encontramos dificuldades, pois é um assunto pouco discutido em casa. Algumas famílias recusam a doação por desconhecer qual seria o desejo do paciente, por isso é fundamental avisar a família sobre o desejo de ser doador\".\n\nEsta foi a primeira captação de órgãos no HU-UFGD desde 2023, reforçando a importância de conscientizar famílias e profissionais sobre a doação de órgãos.\n\nUma decisão que se toma em vida e transforma outras\n\nO JD1 conversou com um doador voluntário que exemplifica como a ação de doar pode mudar vidas. Wellington Rodrigo de Lima Bento, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul, está cadastrado há 20 anos e recebeu, em 2024, a notícia de que era compatível com um paciente que precisava do transplante. \"Recebi a ligação do REDOME e fiquei sem palavras, emocionado. Não imaginava que isso poderia acontecer comigo\", relembra.\n\nA doação foi realizada em março do ano passado, em um hospital de Juiz de Fora, referência internacional no procedimento, que é feito quase no formato de hemodiálise. Em setembro desse ano, Wellington poderá encontrar a pessoa que recebeu sua medula, destinada a São Paulo.\n\nEle comentou e deu detalhes sobre a experiência. \"O procedimento é indolor, a recuperação rápida, e uma doação única. Quem recebeu minha medula será para sempre meu irmão ou irmã de sangue\", concluiu. \n\nA ação reforça como a doação voluntária pode transformar histórias e oferecer uma nova chance a pacientes que precisam do transplante de medula óssea.",
"title": "HU-UFGD reforça importância da doação de órgãos em cirurgia que beneficiou três pacientes"
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